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terça-feira, 19 de julho de 2011

A Lei do "Melhor para MIM!"

Lei. Hoje em dia, uma palavra, aqui no Brasil, que para o desespero de poucos e a naturalidade de muitos, virou até motivo de chacota.

Ontem, assisti a uma excelente palestra do Delegado da Polícia Federal e meu colega de PSDB, Deputado Marcelo Itagiba. Com todo o peso que pode ter uma palestra de um homem com um histórico de 30 anos servindo à Lei.
A Lei, né? Fico imaginando se eu fosse Marcelo Itagiba. Como diz o ditado “Deus não dá asas às cobras”, portanto, virei administradora e não delegada.
Fico com PENA dos homens apegados às Leis de nossa Constituição Federal e seus códigos! Tenho pena, sim! Por que? Porque deve DOER perceber que o brasileiro não é só mal educado. É um natural infrator!

Hoje, aconteceu, novamente, o quê acontece quase todos os dias: saí de casa e fiquei escandalizada, com os níveis que o brasileiro atinge de cara de pau,  falta de noção, educação, informação, visão e, principalmente, EMPATIA!

Fui ao aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim, mais conhecido como Galeão, buscar um amigo. Sou bastante pontual, portanto, sempre que vou buscar alguém nos aeroportos, chego bem antes e uso os estacionamentos deles, que são de responsabilidade da Infraero, conforme descobri hoje (informação fornecida por um Guarda Municipal).
Estacionamento cheio, como quase sempre no Galeão, porém não lotado! Minha vaga era quase um privilégio. Porém, as melhores vagas, as mais próximas da rampa de acesso à área de desembarque e aos elevadores, são, naturalmente, reservadas aos portadores de deficiência física. Porque é o óbvio, é o humano e é LEI!

Seria o aeroporto um prédio público? Se você respondeu sim, continue a ler. Se respondeu não, pode ler para me mostrar que estou errada. Na minha concepção, um aeroporto é, sim, um Prédio Público.
Portanto, de acordo com o Estatuto do Portador de Necessidades Especiais, Título V  “Da acessibilidade em Prédios Públicos”: “ I – nas áreas externas ou internas da edificação, destinadas a garagem e a estacionamento de uso público, serão reservados 2% (dois por cento) do total das vagas a pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, garantidas no mínimo 3 (três) vagas, próximas dos acessos de circulação de pedestres, devidamente sinalizadas e com as especificações técnicas de desenho e traçado segundo as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT;”
Portanto,  sinto muito, mas todo o amor se esvai de meu coração quando vejo alguém gozando de plena saúde física, saindo do banco do motorista de seu carro e caminhando calmamente e sem qualquer dificuldade motora, para seu destino, o Prédio Público!  Minha revolta é tanta, que chego a desejar que aquela pessoa PRECISE de uma vaga, um dia, e não consiga achar, porque alguém parou indevidamente!

Bom, tudo isso aqui já foi falado, repetido, repetido, repetido,  e o brasileiro continua a ser desrespeitoso e, segundo o simpático funcionário da Infraero que foi tomar as devidas providências, “ABUSADO”. 

Mais abusado ainda, pessoal, se vocês tiverem paciência para assistir ao vídeo que gravei do momento, e perceberem que eu sofri uma tentativa de assédio moral.
Só que o “cidadão” se deu mal! Porque eu posso até ser agredida verbal ou fisicamente, ser ameaçada, ser até morta, mas eu vou LUTANDO! E DENUNCIANDO canalhas como ele!

E o segundo figura, que não aparece no vídeo, dono de um Santana dourado, veio vindo por trás de mim (e o cara era grande!), querendo reclamar também. Conversei com ambos, e expliquei o quão errados estavam.  O condutor do carro de cor prata, que aparece me chamando para a delegacia, alegou que estava ali para buscar a “tia”, “cadeirante”.  Tentei explicar que se a tia era cadeirante, mas ele estava ali, ele não precisava da vaga, pois poderia conduzi-la até uma vaga mais longe. Ao segundo, a mesma explicação e a mesma “desculpa porca”. Conclusão deles e final de conversa: “Vai lá, irmão, no segundo andar, e compra um adesivo de Deficiente pra gente!”.
O dono do carro cuja placa eu filmei, não posso acusar com tanta veemência, porque não me pareceu um carro adaptado, mas ele pode ser inocente. Peço que ignorem a placa mostrada!

Com consciência e fraternidade,

Filhinha de Papai

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