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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Vi e não gostei. Mas demorei menos que Marina, pra sair!


Continuando a série de motivos que me fizeram agir radicalmente, “jogar no ventilador” e revelar todos os motivos pelos quais estou saindo do PSDB, agora, vou explicar o meu caso com o diretório municipal do Rio de Janeiro.

“Estrela” da extinta Rede Mobiliza, eu fui muito elogiada, graças, e agradeço a cada um dos maravilhosos que admirou o meu trabalho. Foi lindo, foi uma campanha deliciosa, porque eu estava de fora. Não via a movimentação dentro do partido. Recebia ordens e só! Nós criávamos, nós inovávamos, mas eu não era política, eu era mobilizadora social num momento de eleição presidencial.

Eu sou uma pessoa considerada pela maioria como muito agitada, “acelerada”. Não sou diferente no trabalho! Frequentemente, estou fazendo duas ou três coisas ao mesmo tempo e consigo até eficiência nelas. Se não sei, vou procurar saber. Se sei e ninguém mais sabe, ensino ou faço, sou interessada e gosto MUITO de aprender. De tudo, quase!

Trabalhei na Rede Mobiliza PARA eleger José Serra presidente! Acreditei e acredito que ele merecia ter sido eleito. É um belíssimo gestor! Tem um sem número de defeitos que eu até já tive oportunidade de expor para ele, como a péssima mania de parecer que gosta de perder eleição! Entre outras coisinhas.
Enfim, trabalhei como trabalhei para eleger Serra porque acredito na capacidade dele! Gostaria de ser representada por ele. Já fui representada por ele em São Paulo e isso foi bom, na minha opinião. Estava lá de alma, a ponto dos colegas dizerem que nunca viram paixão tão grande por Serra.

Só que eu sou um pouco diferente. Eu me apaixono não pelo político, porque é bonzinho, ou carismático, ou amo suas idéias. Eu me apaixono pela causa de eleger aquele que eu acho que tem os melhores atributos para o Brasil. Serra até me irrita, frequentemente, mas eu gosto dele por tudo que disse aí.

Eis que o PSDB carioca me descobriu e me convidou para fazer parte do que eles disseram para mim que seria “uma nova política! Um novo plano de fazer política, inovador , sólido e com honestidade!” além de ser social democracia, né!

Assinei aquela ficha branca com orgulho e alegria e fui! De alma, corpo, cabeça, fazer de tudo que eu via que podia fazer pelo partido em que eu acreditava! Frequentei todas as reuniões que pude, articulei, planejei, doei idéias, fui para as ruas militar, dei centenas de telefonemas, mandei várias mensagens...tudo que eu via que eu podia fazer e era grande e era PSDB, lá estava eu.

Dei projetos que eu criei, dei palestras gratuitamente sobre o que eu mais sabia fazer, que era mobilização em Rede Social (Rede Mobiliza, certo?), dei mão de obra em eventos...tudo acreditando naquele projeto.
No meio do caminho, algumas verdades que eu não queria ver, começaram a aparecer. Como, por exemplo, o choque de perceber a ganância de MUITAS pessoas, não só por dinheiro mas por status! Status, não poder! Só ter o nomezinho ali para dizer que manda em alguma coisa, sabem como é?

Tive a ótima oportunidade, durante uma época, de estar bem no meio do jogo pelo status e pelo poder, mas de fora, organizando estruturas, vendo as baixarias acontecendo. Um não era respeitado pelos outros, apesar de eu achar um cara “bonzinho”, porque diziam que era menos eficiente e que só tinha poderes ali porque era filho de eleito. O outro fazia aliança com o diabo, tentou passar a perna na Rede Mobiliza, e tudo que faz pelo partido é recebendo dinheiro. Do outro lado, tinha um pessoal que eu achava que era mais competente, mas que depois fui perceber que não. E entre eles,  que deveriam ser PARCEIROS, usando o que tinham de melhor para fortalecer o partido, acontece uma briga de foice por poder e chegando ao fundo do poço com circulação até de dossiê, fabricação de delegado, assinatura falsa..parecia briga de bandido de morro pelo controle do tráfico! E era partidário, brigando entre si! Doeu!

Um dia, antes disso tudo, ouvi de dois membros da juventude tucana que estavam de saída para uma reunião secreta com um partido da situação. Eu, embasbacada, perguntei: “Mas o que é isso? Como assim? ELES?”. Resposta?: “Tudo é dinheiro! Se me pagarem, tá valendo!”.

Às vezes, eu demorava uma meia hora para me recuperar de choques como esses. AGORA?
Foi aí que surgiu a decisão de sair, porque agora, eu nem me espanto mais! Eles são assim mesmo!

E se eles são assim mesmo, eu vou citar a frase do cara que mais me decepcionou na juventude partidária, que me disse uma vez: “Se você está fazendo política por amor, você está fazendo pelos motivos errados!”.

E é NESSE partido que querem que eu permaneça?

Respondendo à pessoa que me mandou um tweet, dizendo que “Falando assim, parece até que só você trabalha!”, pelo perfil @psdbrj, que eu sei quem administra, mas bloqueei assim mesmo:  Não, não sou só eu que trabalho! Mas quem MAIS trabalha hoje, pelos MELHORES motivos no PSDB, é que está mais massacrado, esquecido, sem moral, sem apoio e sem perspectiva. Você é uma pessoa que trabalha e eu sei que trabalha bem, mas eu estou generalizando, sim! Porque para falar de partido político, não posso citar um a um.
E eu, já não venho trabalhando para o PSDB ou pelo PSDB há um bom tempo, porque me manter candidata, já foi tudo que eu podia fazer!

Com sinceridade,

Filhinha de Papai

Não sou mais filiada. Não devo fidelidade a partido!


Agora vai!

Vou começar explicando, depois vou contar o resto.
Minha vida de “Filhinha de papai” que é um dos motivos pelos quais o blog leva esse nome, nunca foi exatamente de “Filhinha de Papai”, em alguns sentidos. Não me faltou nada, mas papai era classe média esforçado e mamãe professora do Estado de São Paulo.

Eu, sou a terceira e última filha, e nasci 10 anos depois do segundo. Portanto, eu era mais nova do que quase todos que eu conhecia. Vivi um mundo mais dividido com os “adultos”, por conta disso.
Provavelmente por este motivo, vi muito, pela televisão, na década de 80, programas jornalísticos. Que tinham até pouco conteúdo nacional para mostrar e acabavam passando bastante as situações de fome, miséria e doença ocasionadas pelas guerras civis africanas. De nacional, tinha muita imagem de seca no Nordeste, chão rachado sem chuva há meses, crianças doentes, aqueles índices enormes de mortalidade infantil por desnutrição e doenças endêmicas que já não existiam no resto do país. Doeu, e lá no passsado, eu já não conseguia lidar como expectadora com questões como essas,  vendo gente capaz de ajudar e sem querer ajudar.

Virei militante, cedinho! Com 6 anos, praticava assistencialismo , se querem assim chamar, porque reunia de tudo para quem eu via que não tinha nada. Com 11, em 1990, passei a me juntar a grupos de jovens militantes mais velhos do que eu, mas que eu via que estavam lutando por justiça e decência no país.
Aos 19 (no meu ano com 18 não houve eleição), virei cidadã, passei a usar meu direito (dever, no nosso caso) de voto. 1998 e eu fui saltitante e honradíssima votar em Fernando Henrique Cardoso. Tinha lamentado muito não ter feito isso em 94, por impedimento legal, uma vez que eu tinha só 15 anos. Mas discuti e debati muito com meus pais, irmãos e demais próximos que podiam votar e me falar sobre política.
Escrevi essa parte, da minha história, para mostrar que se fiz política, se tentei fazer, se lutei por ela, foi porque nasci na época que mais produziu mudanças. Sou de 79, início da “redemocratização” e se hoje sou chamada e tão reconhecida como democrata, deve ser porque eu estava nascendo enquanto ela estava voltando ao Brasil.

Gritei por “Diretas já”, sim, mas ali eu não posso dizer que sabia EXATAMENTE o que estava gritando! Mas eu achava que se tanta gente da população estava pedindo aquilo, era porque nossa vida ia mudar para melhor.Hoje, estudando mais, percebi que o que me movia muito era a tal “legitimidade”. Ora, se tanta gente pedia, devia ser o bem comum.

Sem saber que o conceito de comum, morreu antes de eu nascer!

História contada, eu preciso dizer que tudo isso me moveu nas lutas que abracei, achando que aquelas causas que eu carregava, ou aqueles políticos que eu promovia, salvariam nosso povo, devolveriam nosso sentimento de nação. Errei! Errei de causa, errei de político, errei de método. Mas acertei muito, também! E vi que acertei mais comigo mesma, quando parei para refletir e achei a MINHA verdade.

Ex-candidata tentando mostrar ao povo que campanha nos moldes atuais é nocivo para a nação, protestei muito, mas para isso, eu precisava duma sigla partidária atrás de mim. Não é possível, no Brasil, ser candidato a um cargo legislativo ou majoritário, sem fazer parte de uma sigla partidária.

E foi por isso que acabei permanecendo filiada ao partido que me encantava há muito, o PSDB. Mas minha “briga” interna no PSDB data de antes dos registros das candidaturas. E se eu estava tão errada em minhas “brigas internas”, por que foi que ME PEDIRAM (é, me pediram! Não fui eu pedir para ser candidata, não! O partido precisava de mim por conta da idiotice de cotas de 30% para mulheres) para ser candidata? Eles sabiam que eu estava chegando bem perto do meu limite com o que condeno no PSDB: protecionismo interno.

No dia 8 de Outubro, um dia depois das eleições municipais, aquela que estava candidata e perdeu (feio para uns, porque fiz só 79 votos, mas bonito para mim, porque 79 votos sem campanha e sem gastar UM real, não é para qualquer um), apresenta ao TRE do Rio, ao presidente nacional do PSDB e ao presidente do diretório municipal do PSDB Rio de Janeiro. Seu pedido de desfiliação.
Parece que eu estou pedindo desfiliação porque estou magoada com o partido porque eu fiz só 79 votos, não é?

Compreendo perfeitamente quem pensa assim e não condeno! EU estou dando motivo para este tipo de raciocínio. Mas ontem, 09 de outubro, junto com a publicação da imagem da carta de desfiliação, eu publiquei meia dúzia de motivos que estavam me estimulando, para o povo no twitter, onde temos 140 caracteres.
Um deles levantou a fúria de uma militância que, na minha opinião, erra exatamente por isso: não pára para pensar. Depois do senador citado em uma das motivações, havia uma segunda pessoa que poderia ter ficado mais ofendido do que ele mesmo, ainda! Mas esta pessoa, entendeu que eu não atacava o senador, mas sim, este hábito novo psdebista de ficar apertando mãos e tirando fotos com integrantes da situação que só nós fazem enganar. Eu deixei claro que estava decepcionada não porque VI, mas porque me disseram que viram e eu fiquei dolorida. E quem foi sensato e conseguiu abrir o olho, entendeu. O moço que poderia ter se ofendido demais, ainda está ajudando no sentido de me fazer enxergar a imprensa que é informativa, da que é manipuladora. Achei lindo!

Lavagens de roupa suja no twitter à parte, eu estava enumerando os motivos pelos quais saí do PSDB. Por lá, parei, porque 140 caracteres dão margem à muita confusão por erros de interpretação ou expressão. Aqui, sou livre, tenho mais letras, mais espaço para ser mais clara e, quem quiser, tem espaço livre para me atacar por aqui também!

ISSO é Democracia. Uns gostam de determinados métodos de legislação e gestão, e outros aprovam outros. Como não é possível agradar a todos, todos se expressam e vale a vontade da maioria. Correto?
Adoro! E vou continuar defendendo o exercício da democracia, mas não a deturpação dela!

Em mais posts como esse, explico, inclusive, porque não quero mais nem CONVERSAR, com o PSDB carioca! Mas deixo claro: estou muito agradecida e orgulhosa por cada um de meus votos! Menos o meu, então, contemos aí 78 motivos de emoção para mim.

Verdadeiramente eu,

Filhinha de Papai

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Proposta 5: Porque ninguém gosta de vira lata!

Sim, senhores! Está na moda dizer que é "candidato dos animais" e mais na moda ainda, pedir hospital público para animal!

Moda, em voga, completamente atual, o assunto do abandono animal e dos maus tratos finalmente chegou às Redes Sociais e agora todos os dias eu vejo umas 8 fotos de animais diferentes precisando de ajuda.

Antes das Redes Sociais não acontecia?
Claro que acontecia! Eu mesma tive um cão para livrar um amigo dum problema de uma ninhada surpresa antes que ele pudesse castrar a pobre cadelinha. Vamos lá, pegar um labrador, sim, mas adotado!
O cachorro, puro, labrador, filho de mãe "Chocolate" (o recessivo da raça) e pai caramelo (o dominante heterozigoto, menos "seguro" geneticamente que os pretos, que são dominantes). Faleceu aos 5 anos, vítima de câncer.

Hoje eu tenho outro. Um cocker spaniel inglês, que "adotei", porque meu marido e sua ex fizeram a gentileza de comprar um cachorro de raça. Eu não sou contra os cachorros ditos de raça, eu não sou contra NENHUM cachorro! Muito pelo contrário, posso ser considerada uma das "chatas" daqueles protetores, mas eu gosto demais de bicho mesmo! Pronto!
Meu neguinho do coração, Bilbo, tem problemas genéticos. Nada grave, mas tem! Raça pura.
Questão que se fosse eu a colocar um bichinho aqui na minha família, eu teria adotado um vira-lata abandonado. Jamais teria comprado um cachorro controlado geneticamente.

Alguém aí assistiu ao excelente documentário veiculado pelo canal "Animal Planet", do grupo Discovery Channel, intitulado em Português "Os segredos do Pedigree"? É de doer até coração inexistente!
O documentário mostra simplesmente o que estamos fazendo por puro capricho: animais controlados, modificados, forçadamente cruzados entre os de sua própria raça, recebendo esta herança de "raça pura" de gerações e gerações e gerações anteriores. Até que de tanto cruzarem genes sem seleção natural, de raças iguais que tendem a ter as mesmas doenças genéticas, a ganância dos criadores e a loucura dos que se dizem "amantes de animal" mas gastam 5 mil reais num amigo, estão produzindo animais cada dia mais doentes e com doenças cada vez mais graves.

O que seria natural de se esperar de um animal dito irracional? Eles, por instinto de fortalecimento da ESPÉCIE, porque eles não se reconhecem por raça, procuram o parceiro para reprodução que for mais diverso. É natural! Quanto mais diferente dele, o outro animal oferece menos riscos de filhotes doentes e fracos.
Não é lindo? Harmônico? A Natureza agindo como deve e tudo dando certo?

Aí vem o bicho homem, suas maluquices de querer cachorro para mostrar aos outros que é poderoso, ou para dar vazão à própria futilidade, e começa a controlar os bichinhos para ficarem todos iguaizinhos, como se fosse linha de produção industrial, e poder armar estratégias para vendê-los a milhares de reais, enquanto tem uma quantidade chocante de animais tão perfeitos (ou mais, porque são geralmente mais saudáveis geneticamente) quanto os iguaizinhos, abandonados por aí, precisando de cuidados e amizade.

E eis que o cachorro é carérrimo, chiquérrimo, que viajou diretamente da Micronésia, porque a tal "raça" só existe por lá e o cachorro "vale" 15 mil reais. Mas é uma cadela. A pessoa não castrou. Deixou no quintal cercado, mas aquele safado do vira-latinha da vizinha é ágil e passou por baixo do portão! Você JAMAIS imaginou que aquele bicho conseguisse passar por ali, não é? Mas ele está agindo por instinto e VAI entrar! Depois, não consegue sair, justamente porque está satisfeito e menos motivado.

Então, sua cadela de 15 mil reais que é vidrada num vira-latinha, porque ela sabe que é ele que vai garantir a saúde dos filhotes dela, ficou prenhe! E você, agora, está diante de 10 lindos vira-latinhas da sua carérrima cadela. 10 que NINGUÉM QUER (porque, provavelmente, seus amigos são tão elitistas "caninamente" quanto você).
Você, para se livrar do problema, deixa a ninhada inteira na porta da Suípa ou do primeiro abrigo que encontrar. Ou, mais comum ainda, nas calçadas das ruas, mesmo! Mas longe das suas calçadas, claro! Porque você não quer se lembrar que teve esse problema.
Os que não forem mortos logo cedo por inanição, frio, atropelados ou afins, crescerão. E se tornarão o vira lata magrelo que te incomoda porque não sai do seu pé na porta do barzinho maneiro, ou que te incomoda porque você está triste ao ver as costelas dele quase saindo pela pele!

Não gosta de dar de cara com animais EM GERAL (gatos também) sofrendo pelas ruas? Porque você é humano e se entristece por eles ou porque você não gosta que eles te incomodem? Tanto faz! Mas quem alimenta isso é essa indústria. E é aí que eu quero mexer.

A arrecadação de impostos pela prefeitura, oriunda das atividades de criação de animais para venda, é perfeitamente compensável. Praticamente não faz diferença. A arrecadação maior de impostos é de IPTU, porque são áreas grandes. Entretanto, as áreas não vão sumir dali e vamos continuar arrecadando.
Já os serviços prestados e atividade de comércio, pouquíssimo geram para a prefeitura. E o pior: os animais abandonados geram gastos! E quem estimula o abandono é o comércio. Então, vendo que é viável no âmbito municipal, eu gostaria de poder propor a proibição da criação de animais para venda na cidade do Rio de Janeiro (não pode criar e só vender fora da cidade. Não pode criar na cidade com o intuito de vender) e a proibição da COMERCIALIZAÇÃO TODA de animais na cidade do Rio de Janeiro. Exceção para cobaias necessárias aos laboratórios.

Peixes merecem seu habitat natural. Pássaros não devem ser engaiolados em hipótese alguma! Roedores não são bons para crianças alérgicas. Chega de comério de animais! Como diz o slogan da organização "Patinhas Online": "Amigo não se compra: adota!"

Então, não vou propor hospital público, não vou dizer que precisamos fiscalizar assim ou assado quem maltrata os animais (as leis estão aí, já), mas vou, sim, propor proibir toda e qualquer venda!

É crueldade com o animal, é estímulo a desordem social!

Sem medo de polêmica,

Filhinha de Papai



quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Proposta 4: trânsito! Que caos!


O Rio de Janeiro continua lindo! Não pode, absolutamente NÃO PODE ter o título de trânsito mais violento do Brasil!
Violento segundo os índices oficiais de acidentes de trânsito? Não! O Rio não é o Estado onde mais se morre no trânsito, a cidade não é a capital campeã de mortes no trânsito. Entretanto, a agressividade carioca pelas ruas é nacionalmente conhecida e choca turistas do Brasil todo e alguns de fora do País.

Por que? Que incoerência! Uma cidade que está se preparando para receber a Copa do Mundo de 2014, os Jogos Olímpicos de 2016, recebe milhões de turistas por ano, merece ser vista desta forma?

Está merecendo! Uma vez que nada tem sido feito, além de obras "estéticas", iniciadas quase em totalidade este ano, para demonstração de serviço em época de eleição. Obras ESTRUTURAIS sem estrutura, diga-se de passagem, como os corredores que tanto anuncia Eduardo Paes e que podem funcionar relativamente bem para quem mora em Santa Cruz (matando um cidadão atrás do outro, mas se acham que funciona o BRT assim mesmo, quem sou eu, que não uso, para criticar?), mas não aliviaram em NADA a vida da maior densidade populacional do Rio de Janeiro, que se encontra concentrada em zonas bem menores que a oeste: Sul e Centro. E de MUITA gente que circula de? Carro!

É, pessoal! Gente que tem carro também tem direitos!

Ora, senhores! Não nos iludamos! O brasileiro, por melhor, mais vazio e confortável que seja o transporte público, ainda vai querer dirigir um dia. Só que o transporte público não tem CONDIÇÃO de se tornar eficiente a este ponto que citei, em míseros 4 anos. E o trânsito, então? Dá para melhorar?
Aí dá! Facilmente! Como brincadeira de criança, se houver interesse em fazer.

Temos hoje, uma Guarda Municipal que DEVERIA ter poder de polícia, aplicando, então, sanções até de multa financeira, além de GARANTIR A ORDEM PÚBLICA! Quando não o faz, é porque o agente da guarda nem sabe que tem poder de polícia. Outros, por serem terceirizados, não têm e acham que têm! Coisa de ingerência!

Cariocas, vamos ser realistas? Quem já viu algum agente da Guarda Municipal fazendo alguma coisa além de apitar no trânsito, anotar placa em bloquinho, bater papo pelas ruas e dar voz de prisão para gente fazendo xixi em local público?
Não eu! Nem ninguém para quem perguntei (32 pessoas conhecidas, moradoras da capital).

Hoje, eu, rua Voluntários da Pátria, Botafogo, saindo do médico. Estou aguardando o sinal me permitir atravessar a rua pela faixa de pedestres. Abriu para mim, pedestre, e eu saí andando lentamente. Passou um motociclista, buzinando incessantemente, ignorando completamente o sinal fechado para ele e quase atropelando os pedestres que atravessavam. Atravessei a rua sem perigo e abordei O AGENTE DA GUARDA MUNICIPAL QUE ESTAVA DO OUTRO LADO DA RUA, exatamente o lado por onde o motociclista infrator passou. Pergunto: "Seu guarda! Não dá para você pegar seu bloquinho e multar aquele motociclista, não?" . Resposta dele? "Por que, moça? O que foi que ele fez?".
Oi? Teve pedestre que GRITOU para xingar o infrator e o guarda, a 50 centímetros da cena, não viu?
Até eu explicar, obviamente, o motociclista sumiu. Sem ser multado!

Fenômeno inexplicável da Zona Sul carioca número 2: a fila dupla LEGAL!
É! Parece que por aqui, a fila dupla é LEGAL! Sim, leitores, porque eu pesquiso pelas ruas. Dependendo do poder aquisitivo médio dos clientes da escola, os agentes da Guarda Municipal, que deveriam MULTAR, ajudam na FORMAÇÃO da fila dupla!
"Mas, minha senhora! Se a gente não fecha pelo menos esse pedacinho aqui da pista, como é que esses carros vão pegar essas crianças?" Ehrr....conhece, TE VIRA, colega? Então! Mamy que tem necessidade de pegar filhote burguês no coleginho protegido pela Guarda, pode fazer uma coisinha um pouquinho mais inteligente: busca a pé! De bicicleta, táxi, transporte coletivo...não tem onde colocar o automóvel? Não UTILIZE o AUTOMÓVEL! Difícil?
Mas aqui, no coronelismo carioca, tem dessas "particularidades" que até ficam parecidas com determinação legal, sabem?

Mais um probleminha básico que poderia ser resolvido num piscar de olhos: CARGA E DESCARGA!!!
Vamos lá! Simples como jogo de palitinho: quer encostar um caminhão na sua porta e descarregar uma mudança, um caminhão de refrigerantes, material de construção? Ofereça uma VAGA adequada para tal, e não uma PISTA de uma via PÚBLICA que SÓ POSSUI DUAS, 24 horas por dia!!! Não existe a opção de oferecer vaga? Realize sua carga e descarga APENAS das 21 horas até às 6 da manhã, nas segundas, terças, quartas, quintas ou domingos. Na cidade TODA, não somente nas pequenas áreas do Centro.

Há lugares no Rio de Janeiro onde é impossível transitar o tempo todo na mesma pista. Não existe erro nas estatísticas que apontam que, se você optar por sair da Rua São Clemente, descer até a Rua Humaitá para entrar no túnel Rebouças em direção à Zona Norte, se optar por transitar NA PISTA (não é acostamento nem recuo! É pista para trânsito de veículos) da direita até a entrada do túnel, você não vai conseguir sem encontrar um veículo, muitas vezes DA UNIÃO FEDERAL (Existe um CD dos Correios no meio do trajeto) ou da própria Polícia Militar (utilizando os serviços do Banco Bradesco, localizado no 258A da Rua Humaitá, que possui estacionamento para clientes), estacionado em local proibido, te obrigando a mudar de pista ou aguardar a boa vontade deles se moverem (horas, muitas vezes)!
Precisa pensar demais para resolver esse problema? Ou precisa ensinar esse povo a ter educação? E como se "ensina". Não se ensina! PUNE-SE, que aí a pessoa aprende! Mas aqui isso não acontece!

A Guarda Municipal está funcionando para melhorar isso? De jeito nenhum!! Muitas vezes, o próprio trajeto irregular, como afunilamento de 6 pistas para três, ou bloqueios de duas pistas para uma conversão onde só entra um veículo de cada vez, entre outras...burrices, causam brigas entre motoristas que mesmo não terminando em violência física podem atrasar os demais, causar caos e afins, causam inúmeras colisões laterais leves, onde os envolvidos acabam nem registrando a ocorrência, mas caos novamente, e causam o pior, a violência física mesmo, a perseguição por vingança entre motoristas que, muitas vezes, envolvem outros em acidentes, além das brigas clássicas de socos, pontapés e tapas. Impropérios pelas ruas do Rio são um verdadeiro fenômeno! Não há um dia em que se saia com o carro e não possamos presenciar uma discussão em níveis altos de adrenalina e baixos de linguajar, entre motoristas cariocas. E a Guarda não sabe o que faz ali! Muitas vezes, só atrapalha!

A briga entre classes, então, é inexplicável!
Os motoristas de ônibus são os mais descuidados das maiores capitais do Brasil;
Os motoristas dos caminhões desconhecem leis de trânsito;
Os motoristas de ônibus (em geral), possuem rixas ao volante com os taxistas;
Os motoristas particulares possuem pavor de todos citados acima;
O motorista do carro particular que tem o carro maior ou o carro mais velho, tende a forçar sua vontade, desrespeitando aquele que tem o direito daquela passagem, mas possui o carro menor ou mais novo; Mulheres são vítimas mais fáceis (não eu! Que sou uma cascuda, nesse ponto!).

O que é isso, leitor? As ruas da cidade mais bonita do mundo, ou um campo de guerra?
O que o Senhor prefeito atual fez? Um corredor de ônibus! Além disso, andou jogando um pouco de piche pelas ruas, para tirar um pouco do caráter de pista de raly das ruas do Rio. E SÓ!

Temos ainda o problema de parte do contingente da Guarda Municipal ser formada por funcionários terceirizados. Não pode! Guarda tem poder de polícia e agente da Guarda tem que ser CONCURSADO! É preciso resolver isso com urgência!

Depois, podemos colocar a Guarda Municipal no devido lugar dela: garantindo a ordem pública no âmbito municipal, como patrulhar um pouco mais a região Central (e todas as demais da cidade, incluindo as comunidades! E principalmente, por que não?, as comunidades!) que está violentíssima, abordar e tentar resolver da melhor forma o problema dos moradores nas ruas, garantir o acompanhamento de torcedores, fãs, participantes de eventos especiais...e não passar o dia apitando dizendo quem vem quem vai e multando quem eles acham que tem a cara mais feinha! Da máfia, estabelecida nos pontos de maior disputa por passageiros, como os aeroportos e rodoviárias, eu não vou nem falar neste post. Afinal, eu quero a GM fora do trânsito. Se fora do trânsito, se continuarem mafiosos, vão ter que procurar outra fonte.

A CET RIO, que possui conhecimento de ENGENHARIA DE TRÁFEGO! Ela deveria controlar, planejar e regular esse caos onde estamos inseridos!
E há uma polêmica entre juristas sobre a CET poder ou não multar. Vamos ver o que diz o site da CET Rio sobre a empresa:
A CET-Rio é uma sociedade anônima de economia mista, controlada pelo Município do Rio de Janeiro e vinculada à Secretaria Municipal de Transportes, com capital autorizado, criada de acordo com a Lei Municipal nº 881 de 11 de julho de 1986, constituída pelo Decreto nº 6.918 de 04 de setembro de 1987, regida pela Lei Federal nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e por seu estatuto.

Vamos discutir?
Diz o site que a empresa é sociedade anônima de economia mista, CONTROLADA PELO MUNICÍPIO. O que significa que o resultado da arrecadação de multas aplicadas pela CET, é controlada pela nossa Prefeitura. Que pode multar! Portanto, a CET multa, a prefeitura arrecada e paga o valor do convênio do serviço da CET. Só que eles não vão às ruas somente para multar! Eles vão ORIENTAR, que é o que falta em nossa Guarda, que pouco sabe o que faz ali!

Então, para organizar, para realmente planejar baseados em ENGENHARIA, que nos isente das idiotices que estão sendo feitas em nossas vias, diminuindo ou até acabando com o caos deste trânsito, que não tem a menor necessidade de se igualar a São Paulo se agirmos rápido, eu sugiro esta troca! 

A fiscalização sobre estes agentes de trânsito também tem que ser intensa! Para garantir que eles garantam a educação alheia, precisamos garantir que estejam educadamente motivados também!
O contingente de homens da CET pode ser menor do que o da GM, porque a GM apenas auxiliará em parte do trabalho. Os salários dos agentes que multam, tem que ser maiores, para que eles não tenham a péssima idéia de se sustentarem com corrupção, como vem acontecendo!

Atenta,

Filhinha de Papai