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quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Proposta 4: trânsito! Que caos!
O Rio de Janeiro continua lindo! Não pode, absolutamente NÃO PODE ter o título de trânsito mais violento do Brasil!
Violento segundo os índices oficiais de acidentes de trânsito? Não! O Rio não é o Estado onde mais se morre no trânsito, a cidade não é a capital campeã de mortes no trânsito. Entretanto, a agressividade carioca pelas ruas é nacionalmente conhecida e choca turistas do Brasil todo e alguns de fora do País.
Por que? Que incoerência! Uma cidade que está se preparando para receber a Copa do Mundo de 2014, os Jogos Olímpicos de 2016, recebe milhões de turistas por ano, merece ser vista desta forma?
Está merecendo! Uma vez que nada tem sido feito, além de obras "estéticas", iniciadas quase em totalidade este ano, para demonstração de serviço em época de eleição. Obras ESTRUTURAIS sem estrutura, diga-se de passagem, como os corredores que tanto anuncia Eduardo Paes e que podem funcionar relativamente bem para quem mora em Santa Cruz (matando um cidadão atrás do outro, mas se acham que funciona o BRT assim mesmo, quem sou eu, que não uso, para criticar?), mas não aliviaram em NADA a vida da maior densidade populacional do Rio de Janeiro, que se encontra concentrada em zonas bem menores que a oeste: Sul e Centro. E de MUITA gente que circula de? Carro!
É, pessoal! Gente que tem carro também tem direitos!
Ora, senhores! Não nos iludamos! O brasileiro, por melhor, mais vazio e confortável que seja o transporte público, ainda vai querer dirigir um dia. Só que o transporte público não tem CONDIÇÃO de se tornar eficiente a este ponto que citei, em míseros 4 anos. E o trânsito, então? Dá para melhorar?
Aí dá! Facilmente! Como brincadeira de criança, se houver interesse em fazer.
Temos hoje, uma Guarda Municipal que DEVERIA ter poder de polícia, aplicando, então, sanções até de multa financeira, além de GARANTIR A ORDEM PÚBLICA! Quando não o faz, é porque o agente da guarda nem sabe que tem poder de polícia. Outros, por serem terceirizados, não têm e acham que têm! Coisa de ingerência!
Cariocas, vamos ser realistas? Quem já viu algum agente da Guarda Municipal fazendo alguma coisa além de apitar no trânsito, anotar placa em bloquinho, bater papo pelas ruas e dar voz de prisão para gente fazendo xixi em local público?
Não eu! Nem ninguém para quem perguntei (32 pessoas conhecidas, moradoras da capital).
Hoje, eu, rua Voluntários da Pátria, Botafogo, saindo do médico. Estou aguardando o sinal me permitir atravessar a rua pela faixa de pedestres. Abriu para mim, pedestre, e eu saí andando lentamente. Passou um motociclista, buzinando incessantemente, ignorando completamente o sinal fechado para ele e quase atropelando os pedestres que atravessavam. Atravessei a rua sem perigo e abordei O AGENTE DA GUARDA MUNICIPAL QUE ESTAVA DO OUTRO LADO DA RUA, exatamente o lado por onde o motociclista infrator passou. Pergunto: "Seu guarda! Não dá para você pegar seu bloquinho e multar aquele motociclista, não?" . Resposta dele? "Por que, moça? O que foi que ele fez?".
Oi? Teve pedestre que GRITOU para xingar o infrator e o guarda, a 50 centímetros da cena, não viu?
Até eu explicar, obviamente, o motociclista sumiu. Sem ser multado!
Fenômeno inexplicável da Zona Sul carioca número 2: a fila dupla LEGAL!
É! Parece que por aqui, a fila dupla é LEGAL! Sim, leitores, porque eu pesquiso pelas ruas. Dependendo do poder aquisitivo médio dos clientes da escola, os agentes da Guarda Municipal, que deveriam MULTAR, ajudam na FORMAÇÃO da fila dupla!
"Mas, minha senhora! Se a gente não fecha pelo menos esse pedacinho aqui da pista, como é que esses carros vão pegar essas crianças?" Ehrr....conhece, TE VIRA, colega? Então! Mamy que tem necessidade de pegar filhote burguês no coleginho protegido pela Guarda, pode fazer uma coisinha um pouquinho mais inteligente: busca a pé! De bicicleta, táxi, transporte coletivo...não tem onde colocar o automóvel? Não UTILIZE o AUTOMÓVEL! Difícil?
Mas aqui, no coronelismo carioca, tem dessas "particularidades" que até ficam parecidas com determinação legal, sabem?
Mais um probleminha básico que poderia ser resolvido num piscar de olhos: CARGA E DESCARGA!!!
Vamos lá! Simples como jogo de palitinho: quer encostar um caminhão na sua porta e descarregar uma mudança, um caminhão de refrigerantes, material de construção? Ofereça uma VAGA adequada para tal, e não uma PISTA de uma via PÚBLICA que SÓ POSSUI DUAS, 24 horas por dia!!! Não existe a opção de oferecer vaga? Realize sua carga e descarga APENAS das 21 horas até às 6 da manhã, nas segundas, terças, quartas, quintas ou domingos. Na cidade TODA, não somente nas pequenas áreas do Centro.
Há lugares no Rio de Janeiro onde é impossível transitar o tempo todo na mesma pista. Não existe erro nas estatísticas que apontam que, se você optar por sair da Rua São Clemente, descer até a Rua Humaitá para entrar no túnel Rebouças em direção à Zona Norte, se optar por transitar NA PISTA (não é acostamento nem recuo! É pista para trânsito de veículos) da direita até a entrada do túnel, você não vai conseguir sem encontrar um veículo, muitas vezes DA UNIÃO FEDERAL (Existe um CD dos Correios no meio do trajeto) ou da própria Polícia Militar (utilizando os serviços do Banco Bradesco, localizado no 258A da Rua Humaitá, que possui estacionamento para clientes), estacionado em local proibido, te obrigando a mudar de pista ou aguardar a boa vontade deles se moverem (horas, muitas vezes)!
Precisa pensar demais para resolver esse problema? Ou precisa ensinar esse povo a ter educação? E como se "ensina". Não se ensina! PUNE-SE, que aí a pessoa aprende! Mas aqui isso não acontece!
A Guarda Municipal está funcionando para melhorar isso? De jeito nenhum!! Muitas vezes, o próprio trajeto irregular, como afunilamento de 6 pistas para três, ou bloqueios de duas pistas para uma conversão onde só entra um veículo de cada vez, entre outras...burrices, causam brigas entre motoristas que mesmo não terminando em violência física podem atrasar os demais, causar caos e afins, causam inúmeras colisões laterais leves, onde os envolvidos acabam nem registrando a ocorrência, mas caos novamente, e causam o pior, a violência física mesmo, a perseguição por vingança entre motoristas que, muitas vezes, envolvem outros em acidentes, além das brigas clássicas de socos, pontapés e tapas. Impropérios pelas ruas do Rio são um verdadeiro fenômeno! Não há um dia em que se saia com o carro e não possamos presenciar uma discussão em níveis altos de adrenalina e baixos de linguajar, entre motoristas cariocas. E a Guarda não sabe o que faz ali! Muitas vezes, só atrapalha!
A briga entre classes, então, é inexplicável!
Os motoristas de ônibus são os mais descuidados das maiores capitais do Brasil;
Os motoristas dos caminhões desconhecem leis de trânsito;
Os motoristas de ônibus (em geral), possuem rixas ao volante com os taxistas;
Os motoristas particulares possuem pavor de todos citados acima;
O motorista do carro particular que tem o carro maior ou o carro mais velho, tende a forçar sua vontade, desrespeitando aquele que tem o direito daquela passagem, mas possui o carro menor ou mais novo; Mulheres são vítimas mais fáceis (não eu! Que sou uma cascuda, nesse ponto!).
O que é isso, leitor? As ruas da cidade mais bonita do mundo, ou um campo de guerra?
O que o Senhor prefeito atual fez? Um corredor de ônibus! Além disso, andou jogando um pouco de piche pelas ruas, para tirar um pouco do caráter de pista de raly das ruas do Rio. E SÓ!
Temos ainda o problema de parte do contingente da Guarda Municipal ser formada por funcionários terceirizados. Não pode! Guarda tem poder de polícia e agente da Guarda tem que ser CONCURSADO! É preciso resolver isso com urgência!
Depois, podemos colocar a Guarda Municipal no devido lugar dela: garantindo a ordem pública no âmbito municipal, como patrulhar um pouco mais a região Central (e todas as demais da cidade, incluindo as comunidades! E principalmente, por que não?, as comunidades!) que está violentíssima, abordar e tentar resolver da melhor forma o problema dos moradores nas ruas, garantir o acompanhamento de torcedores, fãs, participantes de eventos especiais...e não passar o dia apitando dizendo quem vem quem vai e multando quem eles acham que tem a cara mais feinha! Da máfia, estabelecida nos pontos de maior disputa por passageiros, como os aeroportos e rodoviárias, eu não vou nem falar neste post. Afinal, eu quero a GM fora do trânsito. Se fora do trânsito, se continuarem mafiosos, vão ter que procurar outra fonte.
A CET RIO, que possui conhecimento de ENGENHARIA DE TRÁFEGO! Ela deveria controlar, planejar e regular esse caos onde estamos inseridos!
E há uma polêmica entre juristas sobre a CET poder ou não multar. Vamos ver o que diz o site da CET Rio sobre a empresa:
A CET-Rio é uma sociedade anônima de economia mista, controlada pelo Município do Rio de Janeiro e vinculada à Secretaria Municipal de Transportes, com capital autorizado, criada de acordo com a Lei Municipal nº 881 de 11 de julho de 1986, constituída pelo Decreto nº 6.918 de 04 de setembro de 1987, regida pela Lei Federal nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e por seu estatuto.
Vamos discutir?
Diz o site que a empresa é sociedade anônima de economia mista, CONTROLADA PELO MUNICÍPIO. O que significa que o resultado da arrecadação de multas aplicadas pela CET, é controlada pela nossa Prefeitura. Que pode multar! Portanto, a CET multa, a prefeitura arrecada e paga o valor do convênio do serviço da CET. Só que eles não vão às ruas somente para multar! Eles vão ORIENTAR, que é o que falta em nossa Guarda, que pouco sabe o que faz ali!
Então, para organizar, para realmente planejar baseados em ENGENHARIA, que nos isente das idiotices que estão sendo feitas em nossas vias, diminuindo ou até acabando com o caos deste trânsito, que não tem a menor necessidade de se igualar a São Paulo se agirmos rápido, eu sugiro esta troca!
A fiscalização sobre estes agentes de trânsito também tem que ser intensa! Para garantir que eles garantam a educação alheia, precisamos garantir que estejam educadamente motivados também!
O contingente de homens da CET pode ser menor do que o da GM, porque a GM apenas auxiliará em parte do trabalho. Os salários dos agentes que multam, tem que ser maiores, para que eles não tenham a péssima idéia de se sustentarem com corrupção, como vem acontecendo!
Atenta,
Filhinha de Papai
sábado, 22 de setembro de 2012
A maior frota proporcional de táxis do país precisa ser vista com mais cuidado!
Proposta 3: Porque a cidade com a maior frota proporcional
de táxis do país, precisa de FISCALIZAÇÃO especial para isso!
É simples, como vestir uma peça de roupa, entender que tem
algo de muito podre no “reino das autonomias” dos taxistas do Rio de Janeiro.
A começar pelas somas dos números oficiais, que não fecham.
Publicam 27 mil autonomias, para um frota de 40 mil carros, que na verdade é de
90 mil carros e 30 mil autonomias? Não sei se a prefeitura do Rio está segura
em qualquer um de seus índices! Fato é que a população também não está!
Hoje, a população sofre sem poder confiar nos profissionais.
Os profissionais sofrem sem terem com quem contar para garantirem seus
direitos. Lesão de ambas as partes, a guerra está pronta e não precisa ser
assim!
Dizem TODAS as línguas do Rio de Janeiro, que o ex-prefeito
César Maia se associou aos mafiosos, montou frota de táxis própria com
aproximados 200 carros nas ruas e, por este motivo, os profissionais motoristas
estão lutando sem melhora até hoje.
Eu, pessoalmente, conheço algumas senhoras residentes na
cidade que possuem, SIM, mais de uma autonomia, e vivem dos rendimentos disso.
Quero punir as viuvinhas que hoje estão ganhando seu pão com
a maracutaia armada (não é possível ter mais de uma autonomia registrada em seu
nome)? Não! Mas seja feita justiça e, enquanto elas compensam o que não ganham
do INSS, ganhando no aluguel de autonomias irregulares, tem profissional sem
condição de trabalhar porque não tem o registro e não existe disponível para
comprar.
A prefeitura alega ter dificuldade na fiscalização e
levantamento dos dados. Ora, o profissional do táxi, para trabalhar, não
precisa vistoriar e licenciar seu carro? Então, se cruzarmos com os dados do
Detran RJ, conseguimos saber quantos carros, propriamente, estão nas ruas? Em
situação regular, pelo menos?
E a quantidade de motoristas com autonomia? Dá para
controlar? Aí é mais fácil AINDA! Existe recadastramento. Então, existe número!
E o resto?
SUSPENDE! E fiscaliza! Simples!
Como fiscalizar?
Como o resto da cidade: contingente de guardas em blitz, com
apreensão de carteiras e veículos irregulares. Simples poder de polícia, que já
acontece pela cidade. É fácil, barato e rápido utilizar fiscais para chegarem
diretamente nos motoristas e fazerem este trabalho de controle das
irregularidades. Basta que desmontemos o esquema hoje funcionando, onde os
que fiscalizam, fazem vista grossa de acordo com a propina, porque quem
fiscaliza é despreparado e ganha mal!
Há de se mexer na Guarda Municipal para isso, também. E a
contratação de concursados, no lugar dos terceiros, é uma das prioridades neste
quesito.
Mas será assunto para outro post.
Clamando pela fiscalização efetiva,
Filhinha de Papai
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Post proposta 2: Viva o renascimento do Universidade Solidária!
Continuando a série de propostas como candidata a vereadora
pela cidade do Rio de Janeiro, exponho a segunda: Proposta 2 – Retomar o
extinto “Universidade Solidária”, no âmbito municipal.
Nem todos têm conhecimento de que um dia o Brasil contou com
um programa chamado “Universidade Solidária”. Nele, as Universidades indicavam
alunos para atenderem demandas de determinadas comunidades, que o próprio
governo, às vezes, não conseguia atender.
A idéia é bastante simples e barata. Basta conhecer um
pouquinho de Rio de Janeiro e saberemos que basta boa vontade.
Hoje, é imensa a quantidade de jovens que chega nas cadeiras
das Universidades particulares sem terem qualquer experiência na área que estão
estudando. Estou vivendo este momento, diariamente. Voltei à graduação, em
Universidade particular no Rio e convivo com uma quantidade imensa de jovens
cuja única ocupação hoje é estudar, e que nunca trabalharam na área do Direito,
que é o meu curso, por exemplo.
Se frequentarmos as praias, veremos muitos desses jovens
matando seu tempo, também. Algumas áreas acadêmicas têm excesso de vagas para
estágio. Já em outras, é muito maior a quantidade de alunos do que essa
quantidade de vagas. É o caso do Direito, por exemplo, onde muitos não
encontram nem estágio voluntário, por
excesso de cursos na área e, consequentemente, excesso de estudantes.
Todo curso de graduação superior exige horas de estágio
supervisionado para que o aluno cumpra seu curso todo e receba seu diploma. Então, o estudante, em
algum momento, vai ser obrigado, ganhando dinheiro para isso ou não, a estagiar
e aprender a profissão e sobre a vida com alguém, correto?
Por que não com a Prefeitura, em parceria?
A prefeitura precisa de força de trabalho. O estudante
precisa aprender a profissão. Unir o útil ao agradável se aplica? Penso que
sim!
Não é válido se utilizar do estudante como se fosse ele o
profissional da área. Aí, não! Mas não pode, por exemplo, um aluno do curso de
Ciências Sociais, contribuir logo no início de seu curso com as ações da Prefeitura e ainda aprender, na prática, como funciona a vida de um profissional formado
e contratado formalmente? MUITO!
Quando tomei conhecimento do extinto programa, alunos do
curso de Biologia, por exemplo, colaboravam com o que aprendiam logo no
primeiro período do curso: noções de saneamento básico essencial. Coisa
simples, mas que muita gente desconhece! Útil para todos! Alunos de Letras,
colaboravam no trabalho de alfabetização, Medicina ajuda nos hospitais, Direito
ajuda na conscientização sobre os próprios direitos para o restante da
população...e assim vai.
Nem todos os cursos superiores existentes permitirão a
parceria no projeto. Alguns, como citei, possuem vagas demais e estudante de
menos. Mas falta muita mão-de-obra por parte da prefeitura para a população
mais carente de dinheiro. Em casos como os que já expliquei, a experiência
beneficia aos três: Prefeitura, aluno e instituição de ensino.
Sendo assim, não vejo motivo para esperar ou não propor!
Com saudade de 1997,
Filhinha de Papai
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Proposta 1 - Se eleita, peço...
Demorei, mas comecei! Post proposta para candidatura número
1: Mexer no bolso da prefeitura para dar descanso ao bolso do cidadão. A verba
de marketing!
Choque, foi a reação que tive ao perceber que o atual
prefeito havia fechado uma parceria com a maior emissora de televisão do
Brasil, para promover o “Rio sem homofobia”.
Novela das oito! Aquilo que todo mundo sabe que é o tal do “horário
nobre” televisivo! O mais caro de todos! Custa uma fortuna por segundo! Se
usados os intervalos, a conta é astronômica! Fazer a Rede Globo montar uma cena
de novela para promover uma causa? Sabem quanto custa? Nem eu! Ainda estou
pesquisando essa cifra, que não sai por menos de três milhões de reais!
Não sou homofóbica. Apóio movimentos contra homofobia,
detesto homofobia, mas não acho que a prefeitura do Rio de Janeiro precisa da
Globo e suas novelas para promover a cidade! Citei a questão apenas por ser um
exemplo polêmico visto por muitos. Minha questão toda é se essa dinheirama paga
para a propaganda, não faria melhor nos hospitais da cidade. Eu acho que faria!
E quero tomar providência para isso.
Eu tenho uma quantidade verdadeiramente grande de amigos trabalhadores
do marketing, que me criticaram muito, dizendo que a propaganda não tem nada a
ver com as péssimas intenções estatais e que sem propaganda não vivemos. Já não
concordo com propaganda estatal, porque dificilmente é de caráter informativo. É
para melhorar a imagem, mesmo! Mas a imagem está ruim porque não se deixa de
gastar com propaganda, mas deixam de gastar com saúde, educação e segurança!
Qual a prioridade? Anunciar sua cidade para turista ou fazer com que ela FUNCIONE primeiro, realmente?
Enquanto não estiver SOBRANDO dinheiro, eu acho que a
propaganda não se justifica. Não vemos sobra de dinheiro hoje. Então, que ela
não seja prioridade.
Se é para gastar com imagem, proponho: para cada pagamento
de um contrato que envolva mais de duzentos mil reais (mesmo que a parcela do
pagamento seja menor, ou seja, se o TOTAL de pagamentos do contrato atingir
duzentos mil, independente de em quanto tempo serão pagos esses duzentos mil),
reter na fonte, ou seja, descontar diretamente do orçamento para propaganda da
Prefeitura, 10% (dez por cento) do valor
e aplicar diretamente em compra de medicamentos e melhorias
hospitalares.
É viável? Sim! Isso eu estudei!
Facilmente legislável, a proposta é viável, sim! Uma lei
simples e está estabelecido o encaminhamento do dinheiro. Autorizado o primeiro
pagamento para o contratado pela prefeitura, basta “tributar” (reter como se
fosse imposto) a quantia paga, na porcentagem estabelecida e pronto! Aumentamos
o orçamento da saúde e diminuímos o de propaganda, automaticamente e sem
qualquer trabalho para a população.
Chocante é passar dois dias internada no Hospital municipal
Miguel Couto (um dos melhores! Considerado até “chique”) vendo pacientes sem
heparina, que é um medicamento muito barato, e ver o prefeito sorridente da
vida fazendo autopromoção em novela, promovendo turismo na cidade, enquanto a
própria população que atende o turista, morre sem medicamentos básicos e
baratos. Pergunto eu, agora, então (em vez da emissora): É justo ISSO?
Se eleita, então, uma das propostas é essa! Quero “imitar” a
extinta CPMF, mas que a verba realmente vá para a saúde, e não saia do bolso
da população, que já paga imposto demais! Pagamos mais do que o suficiente para
manter a máquina, então, a máquina não precisa de nossa ajuda financeira para trabalhar
onde precisa trabalhar primeiro. Basta ter as prioridades bem definidas!
Vamos ver se a motivação para fazer pagamentos astronômicos
para a Rede Globo continua a mesma se mexermos no bolso de ambos: a máquina e a
divulgadora da máquina.
Eu vivo sem televisão, mas não acho possível viver muito
tempo sem hospitais!
Sem medo de represálias,
Filhinha de Papai
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Eu sou uma brasileira bem drogada. Você também não é?
Estou há dias para soltar esse post. Vou aproveitar que
bateram no Frejat pelo assunto e vou esclarecer a minha opinião:
Sou a favor da legalização de drogas, hoje ilícitas no
Brasil? Não! Não mesmo e meus amigos íntimos que conhecem todo e qualquer “podre”
meu sabem que é verdade! O que uso, usei ou vou usar, não deve refletir na
minha posição POLÍTICA! Não permito que
reflita.
Uso drogas? SIM! Como a maioria do brasileiro. “Como assim?
Sua drogada! Eu não sou uma drogada como você!!!”. Tem certeza? E o
anticoncepcional que você engole bonita e sorridente todo dia? Não se chama
DROGA, também?
Viva a grande hipocrisia empresarial brasileira!
O Frejat tem razão? Não acho, de todo. Ele está, ao que me
parece, com a idéia do tipo do Fernando Henrique Cardoso, que eu acho romantismo
puro, de que a força policial brasileira vai se concentrar melhor no combate ao
grande traficante, se puder se preocupar menos com o pequeno usuário (e este
merece só tratamento). Discordo e ouvi um grande argumento do candidato à
prefeitura do Rio pelo PSDB, Otavio Leite, que disse “se o produtor PUDER
plantar maconha, ele vai preferir plantar maconha ou arroz? Acho que maconha dá
mais dinheiro, não?” ...algo assim. Peço desculpas ao candidato se não foi
isso, mas eu apenas ouvi e não anotei. Fato é que Brasil não é Holanda! E ele
tem toda razão em argumentar que se a maconha for liberada neste país, vai
virar um “samba do crioulo doido”. Nesse ponto, nosso problema não é químico, é
educacional.
O que eu vejo de mais “podre” nessa história toda? A minha
gaveta!
Eu tenho em casa, de maneira LEGAL, com apoio
Constitucional, material suficiente para matar de overdose de drogas uma manada
de elefantes! Como? Simples! Comprei na farmácia, como sugeriu Frejat que seja
feito com maconha e cocaína. Algumas dessas drogas que tenho, inclusive, “dividem”
ingredientes de suas fórmulas com esses vilões que conhecemos por serem
ilegais. Tem Químico lendo esse post? Vai saber que não estou mentindo!
Farmacêutico? Médico? Quem vai me contrariar com base científica? Duvido! Sou
paciente psiquiátrica há 15 anos e meu médico não mora comigo nem me filma
durante as 24 horas do dia, para saber se tudo que já me foi receitado ao longo
desses anos, foi tomado da maneira correta e por mim. Como garantir? E de posse
disso, eu já poderia ter me tornado uma traficante de medicamentos há muito! Só
a quantidade de amigos que já me pediu comprimidos de Rivotril
(benzodiazepínico, tarja preta, pode causar vício....e daí?) já fica incontável
com meus 20 dedinhos! São criminosos, meus amigos? Pela nossa lei, não! E se eles
tivessem me pedido, em vez de Rivotril, dois gramas de maconha, cada um?
Tem alguém disposto a falar sobre bebida alcoólica? Tão
legal quanto a mortífera nicotina, em nosso Brasil? Alguém conhece, baseado em pesquisas
científicas, qual a substância mais viciante do MUNDO? Como viciada que sou,
informo: NICOTINA! Ninguém ganhou dela até hoje, no nível de desespero
detectado nos ratinhos cobaias. Mas essa eu compro aqui na porta de casa, com
respaldo governamental. Álcool, então! Restaurante usa na culinária sem nem avisar e fica tudo
bem! Mas tem uma tributação absurda em cima! Então pode.
Quantas famílias você conhece, que foram verdadeiramente
destruídas por conta do vício por bebidas alcoólicas? Essa conta é assustadora!
Nunca escutei de ninguém a resposta “nenhuma”. NUNCA! Mas beber, no Brasil,
pode e tem até marketing para estimular!
Meu pai? Morreu de fumar. Meu tio? Morreu de beber. Meu
sogro? Morreu de fumar. Meu tio materno, morreu de beber. Meu vizinho? Morreu
de fumar. O pai do porteiro? Morreu de beber...
Eu conheço, você conhece, seu parceiro conhece, seu amigo
conhece....todos nós conhecemos tragédias imensas intensificadas pelo uso de
álcool (chega de cigarro, nesse post). Quantas ocorrências policiais o álcool
produz? Em casa, porque bebeu e ficou violento com os filhos, no trânsito,
porque bebeu e dirigiu, nas ruas, porque bebeu e quebrou o bar...
“Tem razão! Então legaliza tudo”. Tá! Mas como eu disse
anteriormente, Brasil não é Holanda! E se você acha que a Holanda é um super
país desenvolvido que, por acaso, deixa acontecer um “oba-oba geral alucinógeno”
pelas ruas, está redondamente enganado quanto à segunda parte!
Por que Amsterdam (não Holanda inteira! As portas se
fecharam e quem mantem a venda para turistas é a capital, apenas) vende maconha legalmente? A California? A
Austrália? O recente Uruguai?
Simples: cultura! Que louva a Educação e o respeito ao
próximo. Vamos conseguir no Brasil? Acho mais fácil eu me transformar numa
lagartixa.
Nesses lugares, existe controle sério estatal sobre onde se planta, quanto
se planta, como se planta e se trabalha com, quem distribui, quem vende e quem
consome. A população também colabora, e na falta de força policial, vai ela
esclarecer e reclamar para o desavisado que aquilo ali não é “casa de mãe Joana”
e que não se pode acender seu baseadinho no meio da praça cercado de
criancinhas. E se o brasileiro se deparar com uma cena de um ilegal de baseado
aceso no meio de uma pracinha com quinze criancinhas em volta? Se conseguir
enxergar, vai passar reto. Se não for usuário, vai sair reclamando para si
mesmo. Se for, não vai nem achar ruim! Mas alguém vai ter “peito” para abordar
o usuário e dizer que está chocado com aquela contravenção no meio da rua, sem
qualquer pudor? Os 10% da população que me acompanham sendo chamados de “sem
noção” ou “loucos” por defenderem sozinhos seus direitos, talvez reclamem e
aguentem as consequências sozinhos. O
resto, prefere “ não se aborrecer”!
Eu usei aspas para “não se aborrecer”, porque a frase que
ando escutando com frequência, para justificar um comportamento pusilânime
comum, é “eu não quero me aborrecer!”. Você não se aborrece, mas o resto do
mundo quebra essa para você!
Esses lugares que citei, onde o uso de canabis sativa, ou
maconha, é legal até certo ponto, são lugares com centenas de anos de cultura
diferente da nossa. Grande parte da ordem pública desses lugares, é mantida com
o cuidado da própria população. Em contrapartida, no Brasil, só não se faz se
for ilegal e se tiver perigo da polícia pegar. Caso contrário, não interessa se
é certo ou errado, mas se ninguém capaz de punir estiver por perto, a população
VAI fazer!
Já estacionou em local proibido, sabendo que era proibido?
Já entrou numa rua e percebeu que era proibido entrar ali com seu carro, mas
continuou indo? Já pendurou uma toalha na varanda do seu apartamento, mesmo com
o estatuto do condomínio te pedindo para não fazer isso, porque seus vizinhos
todos penduram e você cansou de ser educado sozinho? Então! Aqui, basta o primeiro fazer a “caquinha” e, precedente
aberto, vamos correndo burlar as leis! Nessas circunstâncias, é que digo que
acho mais fácil eu me transformar em lagartixa do que termos organização para o
consumo e trânsito de drogas alucinógenas.
Só que, já que quase tudo é proibido, gostaria muito que o
brasileiro acordasse para a grande hipocrisia: você bebe sua cervejinha? Então
não reclame do mal à saúde que faz o baseadinho ilegal do outro! Não é porque
não interessa aos nossos líderes liberar um e proibir o outro, que você está
sendo um bom cidadão evitando o ilegal! Você está jogando o jogo dos
manipuladores com péssimas intenções, achando que está livre de culpa. Se tomar
UMA atitude que te cause arrependimento e achar de justificar que foi a bebida
que te levou a isso, você é pior do que o maconheiro que escondeu o baseado na
cueca: ele teve vergonha e disfarçou! Você arrumou uma desculpa porca!
Se o médico receita um medicamento que pode causar vício e
alucina e isso é legal, não pode o mesmo médico receitar uma substância
viciante e alucinógena, só que não legalizada e não tributada e comissionada
pelos grandes laboratórios? Será que não tem dedo de laboratório farmacêutico
nessa conta, também?
Sempre pensando nas grandes conspirações,
Filhinha de Papai
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Não quero site!
Ontem eu, finalmente, desisti de usar o domínio que
registrei, pensando em colocar no ar um site, bonito, com cara de profissional,
sob meu nome. Registrei o domínio, paguei a anuidade por isso (30 reais! Nem
morri), mas já que é meu e eu posso não usar, vai ficar sem ser usado até, pelo
menos, o dia 07/10.
Por que?
Não estou disposta a ser a candidata “zero custo de campanha”?
Tenho que pensar nos valores agregados ou indiretos, também!
Eu sei programar um site e colocá-lo devidamente no ar? Não!
Se eu não sei, então, vou precisar de ajuda. A ajuda custa? No meu caso, não
custa dinheiro meu. Meu irmão mais velho é profissional da área. Poderia
perfeitamente me fazer o favor, e está disposto a isso.
Entretanto, meu irmão
precisa trabalhar para ganhar seu pão de cada dia, não mergulha em piscinas
cheias de notas de cem reais e precisa do tempo DELE para ganhar o sustento
DELE. Se eu precisar ele me ajuda? SEMPRE! Este irmão nunca falhou nesse
quesito, nunca me deixou sozinha quando ele poderia ter ajudado, nunca deixou
de me apoiar na vida. Mas eu PRECISO dum site no ar? Acho que não! Eu tenho
este blog.
Em vez de tirar a concentração do meu amado irmão de cima do
importante trabalho dele, se eu quero apenas apresentar o que tenho como
propostas, se eleita vereadora pela cidade do Rio de Janeiro, eu posso usar este
espaço, sobre o qual eu tenho domínio sozinha.
Não vamos ter, então, pelo menos até o dia 07/10/2012, na
internet disponível para todos, o conteúdo que constaria da página www.karinagarbin.com.br. Mas é só por
isso que expliquei acima!
A partir de hoje, então, postarei minhas propostas políticas
para a cidade do Rio de Janeiro, lembrando sempre até onde um vereador pode ir
(no âmbito municipal, sem megalomania falsa), tentando não pensar como um faraó, mas apenas como
cidadã que vive os mesmos problemas que qualquer outro cidadão, nessa cidade
linda e caótica!
Conto com paciência, uma vez que ainda estou me entendendo
com aquele “moço bonito” chamado “Tempo”!
Com lerdas letras,
Filhinha de Papai
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Muro das Lamentações
Tenho falado em minha “TL” no Twitter que o “muro das
lamentações”, que segundo nos consta fica em Jerusalém, mudou-se para minha
caixa de entrada de campanha. Expliquemos.
Candidata, recebo e-mails no meu endereço público, o
eusoukarina@gmail.com , com todas as informações que preciso para a campanha. Exclusividade
minha? Claro que não! Todos os candidatos que informaram endereço, recebem
juntos as mesmas informações.
Um dia, um dos meus “companheiros de quarto escalão”
(explicarei o termo mais adiante) aproveitou o fato de todos nós recebermos os
mesmos e-mails, e resolveu abrir seu coração magoado por campanha. Está
formado, então, o “muro das lamentações” da minha caixa de entrada.
O primeiro candidato, o que teve a idéia de protestar, abriu
o precedente. Depois dele, veio o resto, tão magoado quanto. Por que?
A vida partidária é uma coisa interessante. Descobrimos em
meia dúzia de reuniões como é que a coisa toda funciona. Mas tem quem não
compareça às reuniões e não entenda como é que a teoria é aplicada na prática.
Aplicando, fica assim:
Os candidatos são divididos em “escalões” . Do primeiro até,
em nosso caso, no PSDB daqui, o quarto. Levando em conta critérios como popularidade,
mandato e DINHEIRO! Claro, afinal, eu já demonstrei que esse último item citado
manda em tudo.
Os primeiros a ganharem apoio, material de campanha, tempo
de TV, tempo em rádio e todos os demais itens da lista “o que o partido vai me
dar”, são os que já tiveram ou ainda têm algum cargo.Os empossados ou
ex-empossados, que contam com a popularidade, dinheiro e apoio de pessoas com
recursos.
O segundo “escalão”, é composto por candidatos que também
possuem apoio financeiro, apesar de não serem ainda políticos conhecidos. Têm “potencial”.
O terceiro é composto por políticos não reconhecidos, mas
que possuem vontade e capacidade de captar grande quantidade de recursos
financeiros (grande quantidade não é trocado, hein! Vamos sempre começar a
falar na casa das centenas de milhares de reais) e possuem algum eleitorado
significativo que contribua com a legenda.
O quarto, então, é composto pelo resto. Resto que pode ser
de gente que ACHA que tem capacidade para ser eleita, mas que aos olhos do
partido não tem. E não tem mesmo! Pessoas que nunca foram eleitas e que não
contam com garantias de recursos financeiros. O “quarto escalão” reúne as
pessoas que estão praticamente sozinhas, que entraram na chapa porque fazem
alguma diferença ou barulho na política, mas que não possuem base eleitoral,
recursos financeiros ou influência sobre quantidade grande de pessoas.
Da chapa de mais de setenta candidatos a vereança, apenas uns
cinco fazem parte do primeiro escalão. O segundo é maior, o terceiro maior
ainda e o quarto é o grande desse ano, porque o PSDB carioca está sem nomes
famosos para esta eleição. Onde deveria, inclusive, funcionar o “primeiro
escalão”, está tudo fragmentado, com quadros partidários até eleitos apoiando
candidatos de outras coligações ou partidos. Eis que nessas eleições a grande
maioria da chapa de candidatos a vereador pelo PSDB carioca, é “ninguém”, tipo
eu!
Preciso deixar claro que ao apelidar a situação de “muro das
lamentações”, minha intenção não é desmerecer ou tirar humor da situação desses
candidatos magoados. Não é isso. O lamento é meu também, por perceber quanta
gente enganada e iludida entra nesse tipo de empreitada.
No dia 21 de Agosto deste ano, então, começou a veiculação
em televisão dos programas eleitorais. Todos os candidatos da chapa tiveram a
oferta de gravar doze segundos de declaração, para ser inserida no programa
eleitoral do partido. Vereadores são inseridos em Rede Nacional, pelas regras,
dia sim, dia não. Ao recebermos a oferta de gravar doze segundos, muitos
candidatos acharam que seus doze seriam iguais aos doze de qualquer um. Não é
assim, é óbvio! Óbvio para mim, obviamente.
Primeiro dia de propaganda, os candidatos que eu já sabia
que são do “primeiro escalão” apareceram. Do segundo também. Entre eles, um
senhor cujo talento mais interessante é ter sido jogador de futebol pelo time
mais popular do Rio de Janeiro. “Mas ele não sabe falar!!” , disseram. E daí?
Quem disse que na política, hoje, interessa se o cidadão está preparado
tecnicamente para assumir o cargo ou não? E se analisarmos, todos, TODOS os
partidos políticos funcionam assim. Não venham me contestar dizendo que é
diferente em partido pequeno. Só é diferente em relação realmente ao tamanho de
cada partido, mas todos funcionam no mesmo raciocício nesse quesito.
Armada a confusão, começa a troca de e-mails que anunciei
acima. Uns reclamam dos méritos dos outros, outros reclamam apenas da própria
situação, mas a reclamação é geral. Uma série de candidatos “pequenos”
desiludidos porque foi criada expectativa. Muita expectativa, em cima desses
encantados doze segundos.
Eu, sinceramente, já havia aberto mão de meus doze, sabendo
que não teria inserções, porque continuo fazendo campanha contra campanha, não
saí uma única vez para fazer campanha em pról de nada nem de ninguém depois do
dia 07 de Julho deste ano (claro que converso e peço votos para Otavio Leite,
porque eu mesma gosto dele) e, o que mais me dá prazer, minha obrigatória conta
bancária de candidata continua partindo de zero, passando por zero, terminando
em zero reais! No fim, tivemos mais uma chamada para gravação, num dia em que
eu estava completamente livre (domingo, início de Agosto) e eu gravei meus doze
segundos. Mas não gerei expectativa para ninguém, porque já tinha entendido o
processo. Entrei porque eu quis, sabendo de tudo isso.
Questiono, então, o que é que foi dito, passado, esclarecido
e discutido com os candidatos integrantes do grupo de e-mails. Tinham esperança
de que na distribuição do horário eleitoral o mundo fosse voltar a girar no
sentido certo, ignorando o que manda hoje em dia que é o poder econômico e tudo
o que gira em torno de conseguí-lo, para garantir igualdade social na
televisão?
No meio das reclamações, conseguimos ainda ver o lado bonito
das situações tristes e alguns começaram a tentar motivar uns aos outros, até
com o apoio bíblico. Mas eu, sinceramente, acho que Deus não tem nada a ver com
eleições. Se tivesse, provavelmente uma série de excomungados morais não estaria
empossado. Mais para frente vou comentar
o que penso a respeito da mistura de religião com política nesse país.
Depois ainda tem uma grande maioria me perguntando sobre meu
posicionamento. Sendo claros, eu não estaria candidata, muito provavelmente, se
não fosse outra idiotice estimuladora do preconceito em nossa nação, chamada “cota
para mulheres”. Eu sirvo ao partido levando comigo os candidatos “reais” da
chapa e o partido me serve auxiliando em tudo para minha candidatura e
fornecendo material. Relação amorosa sincera: ninguém se ilude e vivemos
felizes para sempre. Mas se existe esse critério de cotas por gênero, ainda
tinha candidato acreditando em igualdade social na distribuição do horário
eleitoral?
Como eu sempre digo e peço: basta parar um pouquinho para
ligar uns pontinhos. Deixando os pontos soltos, é que se criam as frustradas
expectativas e as ilusões inúteis. Se
querem mudar, fazer diferente, só existe um caminho e este é lutar para mudar o
sistema! Simples!
Parar de ficar acreditando nas boas intenções do mundo e
começar a colocar realmente em prática as nossas, pode ser o caminho para a
mudança que precisamos fazer para salvar as próximas gerações. Quero, com isso
tudo, apenas que as pessoas parem um pouco para pensar!
Raciocinando ainda,
Filhinha de Papai
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Quanto dinheiro...!
Quanto custa uma campanha eleitoral?
Depende! Custa muito, em vários sentidos. Mas custa muito
DINHEIRO, hoje em dia, principalmente, e esse é o meu grande problema com a “coisa”
toda!
Já falei, avisei, falei de novo, mas para quem chegou agora,
aviso novamente: estou candidata a uma vaga na Câmara dos Vereadores do Rio de
Janeiro. Por este motivo, estou aproveitando a campanha “sem fazer campanha”
para fazer campanha por melhores campanhas. Entenderam? Não? Tudo bem! Basta
acompanhar e tudo ficará explicado.
É possível fazer campanha sem dinheiro? Nos moldes atuais,
não! Isso é interessante para o bem comum? Na minha opinião, nem um pouco!
“Poxa! Mas nem uma panfletagenzinha? Que mal há?” Nenhum,
não fosse um problema meu de prioridades.
Continuo amargando dívidas e contas aqui em meu balanço
particular, porque muita gente sabe que não preciso de estímulo financeiro para “colocar o
bloco na rua”. Meu estímulo é o mesmo de todos: está tudo torto no Brasil e a
população está assistindo a um festival de irregularidades com o nosso dinheiro.
Nosso dinheiro tem pago viagem, bebida alcoólica caríssima, jatinho, curso no
exterior para filho de empossado, passagem aérea para amante de
ministro....nosso dinheiro anda pagando luxo para a base empossada, enquanto o
brasileiro que sua para ganhar está com cada vez menos do dinheiro DELE. Eu
pago a viagem de Sergio Cabral a Monte Carlo, mas eu mesma tenho o sonho de
conhecer o local e não tenho condição financeira para isso. “Colocar o bloco na
rua”, então, é apenas tentar conscientizar a massa do tanto de dinheiro que
estamos jogando nas contas desse tipo de pilantra, enquanto passamos diversas
necessidades mais básicas do que ir a Paris. E eu faço esse tipo de coisa desde
que vim a este mundo já deturpado.
Desde antes de poder votar, eu já agitava
pelas ruas pedindo justiça em vários âmbitos. Não mudei nem vou mudar em função
de eleição. Mudo, sim, quando conseguirmos colocar pessoas decentes nos três
poderes e pudermos dormir tranquilos sabendo que nossos REPRESENTANTES estão
trabalhando POR NÓS, não pelos bolsos e bem estares deles.
Diante disso, tenho ainda os resquícios dos gastos “mobilizados”.
Sim, senhores, porque por mais bonita que seja minha causa, o dono da gráfica
vai continuar me cobrando pelo adesivo. Vai continuar me cobrando pela cópia da
cartilha explicativa. Vai continuar me cobrando a camiseta confeccionada para
divulgar a causa....enfim, eu posso estar trabalhando de graça (não é de graça,
uma vez que o benefício de um país melhor é meu também, mas vamos deixar
assim), mas não posso contar com o fato de mais gente também não cobrar
dinheiro por qualquer esforço.
“Bota dezinho aqui”, “bota cinquentinha ali”, a candidata
aqui já acumulou algo aproximado a 60 mil reais (ao longo da vida toda, nem é
muito) de “prejuízos” com ações sociais e de mobilização para tentar melhorias
que só se realizarão com a participação massiva do contingente populacional.
Independente dos resultados conseguidos com esse investimento, vem agora a
minha questão: se eu pegasse esses mesmos 60 mil reais e investisse em me
promover, eu não poderia aproveitar melhor esse dinheiro, uma vez que fica mais
fácil me eleger e fazer MUITO quando estiver lá? Até poderia pensar nisso, se
não fosse pura utopia.
Se eu pegar esses 60 mil (que não tenho) e investir em
publicidade, posso ser eleita? Posso! Mas não vou! Esses 60 mil e nada, eleitoralmente
falando, são quase a mesma coisa. É! Dinheiro demais para uns, nem trocadinho
de chiclete para outros.
Quanto custa, então, uma campanha eleitoral? De novo,
depende muito, mas para eleger efetivamente o cidadão? Muito mais do que os 60
mil. Vou colar aqui, algumas “promoções” que recebi como candidata, de itens de
campanha:
PLACA 1X1 -EM PLASTICO - 10.000 MILHEIRO
PLACA 1X1 EM LONA - CUSTO UNITÁRIO - R$ 17,50
PLACA 2X1 EM PLASTICO - 19.800,00 O MILHEIRO
PLACA 2X1 EM LONA - CUSTO UNITÁRIO 29,00
PLACA 2X2 EM LONA E QUADRO EM METALON - CUSTO UNITÁRIO -
95,00
ADESIVO PERFURADO - 17,00
PLOTAGEM DE VEÍCULO - R$ 330,00
TRIPE 2X2 EM LONA COM METALON - R$ 230,00
BONECO EM PS DO TAMANHO ORIGINAL DO CANDIDATO - R$ 140,00
BANDEIRA 90X140 - R$ 27,00
Só gráfica, aqui, hein. Teria que ser a parte mais barata (e
é). Se um adesivo daqueles de vidro traseiro do carro custa esses trezentos e
poucos reais, já conseguiram imaginar quanto não se paga por um filminho de um
minuto na TV? Quanto se paga por um “showmício”?
Andei cotando, há tempos (um ano, mais ou menos), cachê de artista musical
para show de uma hora, em ambiente fechado, com o repertório do artista (sem
qualquer exigência) e todas as mordomias como alimentação especial, toalhinha
especial, isotônico especial que só se encontra na venda do Zezinho na curva do
rio desconhecido dos cafundós da região Serrana e, mesmo que você dê TUDO que o
artista exigir, para que ele toque uma hora em algum evento seu, o menor
precinho que recebi foi 25 mil reais. Se tiver que falar o nome do político que
está pagando, quem aceita ainda cobra bem mais caro.
Jingle? Custa dinheiro?
Site? Custa dinheiro?
Foto tratada?
Cabelo?
Maquiagem?
Pessoa para fingir que vota em você de graça e entregar seu
panfleto... ?
Já escutei mais de quinze vezes, esse ano, que uma campanha
custa um milhão. Eu, sinceramente, não sei o que É um milhão de reais! É mais
dinheiro do que eu já tive contato na vida. Será que chega nessa cifra? Não sei
se chegamos a gastar um milhão, mas pelos gastos que citei, dá, pelo menos,
para perceber que com aqueles 60 mil não se faz muita coisa numa campanha
eleitoral, correto?
Então como é que eu posso conceber a idéia de gastar esse
tipo de quantia para tentar ser eleita, se eu já provei a mim mesma durante a
vida toda, que há inúmeras maneiras melhores de se investir dinheiro? Se eu
investir um milhão de reais em qualquer uma das causas que considero
fundamentais para o desenvolvimento de nossa nação, essa causa não será muito
mais bem sucedida do que a minha passagem pela Câmara dos Vereadores? Tudo bem!
Podemos diminuir a cifra e deixá-la mais adequada à realidade da maioria: se eu
pegar cem mil e decidir investir esses milhares de reais para me promover, não
estarei deixando faltar alimento na mesa de alguém que está desempregado e
batalhando há mais de um ano? Não estarei deixando crianças tristes por acharem
que são ruins e não merecem ser visitadas pelo Papai Noel? Não estarei deixando
de investir em saúde para todos? Educação para todos? Segurança para todos?
Se eu posso mandar confeccionar um panfleto dizendo “vote em
mim porque eu tenho planos assim...”, não poderia mandar confeccionar a mesma
quantidade de material para promover, por exemplo, a doação de medula óssea? Se
eu investir em um adolescente genial, não será ele a descobrir a cura para a
AIDS, por exemplo? Cem mil reais que não fazem muita diferença eleitoral, podem
pagar uma graduação inteirinha em Medicina. É mais importante eu ser vereadora
ou formar um médico?
“Discussão circular”, ou “você não vai a lugar nenhum com
essa mentalidade no Brasil”? Pode ser! Mas eu prefiro circular ou viajar por
águas que me deixam tranquila, do que fingir que o melhor investimento para o
bem comum sou eu! Acho muita pretensão!
Ainda humilde,
Filhinha de Papai
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Campanha pode ser sem campanha?
Estou em campanha eleitoral. Estou?
Deveria estar, uma vez que estou candidata a um cargo de
veradora pela cidade do Rio de Janeiro. Tenho sido duramente questionada por
não estar distribuindo panfletos, afixando placas, divulgando incansavelmente
minha carinha e propostas pelas Redes Sociais, saindo para ações de “corpo a
corpo” ou mesmo divulgando que estou candidata entre aqueles que me conhecem
como voluntária de ações sociais.
Pois eu tenho, de acordo com os meus valores,
motivos bons para justificar cada uma das minhas “faltas de ação”. Pode parecer
falta, mas eu estou agindo, de maneira diferente.
- Por que não distribuir panfletos?
Porque você pode escrever vinte vezes naquele panfleto que
gostaria que as pessoas, ao descartarem depois de ler, jogassem apenas nos lugares
destinados a lixo, que elas vão continuar jogando grande parte deles nos chãos
das ruas. Depois, além do problema visual, temos problemas com acúmulo de
poluição e galerias entupidas, e o candidato vai poder dizer que não colaborou
sujando? Na minha concepção, não vai!
- Por que não afixar placas?
Eu não me acho nem um pouco mais bonita ou interessante do
que as paisagens da cidade. Eu, particularmente, prefiro andar pelas ruas vendo
apenas o que faz parte daquilo, e não a carinha dos candidatos, gostando deles
ou não, afixadas por todas as partes. Se eu prefiro a cidade sem as placas,
como poderia me utilizar desse recurso para me promover? Não crie para os
outros o incômodo que você não queria para você. Não é assim que as coisas
funcionam de maneira mais agradável?
- Por que não divulgar incansavelmente minha carinha e
propostas pelas Redes Sociais?
É verdade que eu acho que não temos o direito de não
acompanhar política, uma vez que nosso voto ainda é obrigatório. Entretanto,
para acompanhar política, não acho necessário abrir o seu Facebook e dar de
cara com fotos e mais fotos e avatares, de candidatos que você nem gostaria de
ter visto, porque aquele seu amigo que era apartidário até ontem, foi
contratado por uma equipe de campanha e agora ganha para postar a foto do cara
que você mais detesta na política nacional na sua Timeline (agora, com essa
história de Timeline obrigatória do Facebook, tudo ficou mais exposto ainda).
Muita gente ainda abomina qualquer menção ao assunto política, se colocada
diante de seus olhos. Assim como eu tenho verdadeiro PAVOR de gente que usa
Rede Social para tecer comentários sobre programas televisivos ridículos, mas
não posso exigir que meus contatos sejam como eu. Se o "BBB" e “A Fazenda” deles me incomodam, não
é por isso que vou incomodar forçando política goela abaixo de quem se recusa.
- Por que não sair para ações de “corpo a corpo”?
Sou da opinião de que para que tenha uma proposta para assumir qualquer cargo
político, o candidato precisa saber o que precisa fazer e o que pode ou não
fazer, antes, muito antes de pensar em se candidatar. Ora, ideal não seria que
fossem candidatos aqueles que tivessem reais propostas de mandato? Reais
propostas de mandato não se constróem nessas visitas de candidatos a locais por
eles ainda desconhecidos. É possível ouvir o eleitorado e ter idéias? Sim! Mas
a base de sua candidatura tem que ser construída antes do seu registro como
candidato. Então, durante a campanha, o trabalho é mesmo de divulgação, na
verdade! Não de interação entre candidato e população. Essa, para mim, se faz
todos os dias. As minhas propostas, por exemplo, não têm nada de regionais,
então, como poderia visitar uma população
de um local específico que ainda nem conheço, e ser sincera ao dizer que
vou fazer alguma coisa para aquela população daquele local específico? Parece
demagogia, não?
- Por que não divulgar entre aqueles que me conhecem por meus
trabalhos sociais?
Porque seria me aproveitar de atos que pratiquei porque o
poder público não dá conta de atender às necessidades da população, para
divulgar que quero entrar no poder público. Sinceramente? Eu não tenho
capacidade (e duvido que qualquer candidato a vereador tenha) de dizer às
pessoas beneficiadas por trabalhos de voluntários, que elas vão deixar de
precisar de voluntários porque o poder público vai garantir suas necessidades.
Não vai! Como eu posso garantir às crianças que já presenteei como voluntária
de ação social, que elas vão ter pai e mãe com situação econômica melhor do que
têm hoje? Como eu posso ter a pretensão, como vereadora, de garantir igualdade
social e erradicação da pobreza? Isso é plano para anos de governo federal
aliado ao estadual e municipal. Pode então, um vereador, se valer desse tipo de
promessa e esperança? Não acho que sim.
Não! Eu não sou nenhuma espécie de ser humano modificado em
laboratório que não pense muitas vezes no próprio benefício. Mas não achei,
pelo menos até hoje, válido trair meus princípios colocados acima para garantir
uma cadeira no poder. Ainda vou escrever mais sobre o dinheiro envolvido nesses
processos, também. Por hora, esclareço que continuarei trabalhando pela melhora
do Rio de Janeiro, empossada ou não, durante todos os dias de minha vida. Seria
mais fácil trabalhar por isso se eleita? Sim! Sem dúvida. Mas minha paz de
espírito estaria tão garantida, se assumisse que são meios para chegar onde
gostaria? Nem tanto! Prefiro, se chegar, chegar do jeito que acho mais bonito,
ou não chegar!
Agradecendo pelos muitos apoios que venho recebendo, mesmo
com todos os obstáculos que acabei impondo à minha própria candidatura, e
dizendo por isso que já venci,
Filhinha de Papai
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Voto nulo é remédio ou lenda?
Continuando pelo período
eleitoral, quero falar sobre uma questão que vem à tona nas Redes Sociais todos
os dias, além do que escuto pelas ruas: o voto nulo.
Discorre a lei eleitoral
sobre o voto nulo, no artigo 224 da lei 4737/65, conforme segue:
“Art. 224. Se a
nulidade atingir a mais de metade dos votos do país nas eleições presidenciais,
do Estado nas eleições federais e estaduais ou do município nas eleições
municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações e o Tribunal marcará
dia para nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias.
§
1º Se o Tribunal Regional na área de sua competência, deixar de cumprir o
disposto neste artigo, o Procurador Regional levará o fato ao conhecimento do
Procurador Geral, que providenciará junto ao Tribunal Superior para que seja
marcada imediatamente nova eleição.
§
2º Ocorrendo qualquer dos casos previstos neste capítulo o Ministério Público
promoverá, imediatamente a punição dos culpados.”
Problema no “front” número
1: já ouviram falar de Jurisprudência? Então! Ela é um dos mecanismos que faz
parte dos fundamentos da decisão jurídica. E um dia, o TSE acabou decidindo por
uma interpretação da lei acima, que não mais deixa margem para que tentemos
usar o voto nulo! A nulidade compreendida pelo TSE é por FRAUDE! Então, olho
vivo! Para que você anule efetivamente seu voto, é preciso que você vote num
candidato IMPEDIDO!
Sim, senhores! Prometo que é
assim que funciona e qualquer um que utilizar o “tio Google” com cuidado vai
perceber que estou certa. Não é legal confiar no seu amigo do Facebook. Mas
você pode consultar os processos, as decisões do TSE e a Lei 4737/65 e ligar
seus pontinhos.
Ainda no Facebook, um primo,
tentando me contrariar sobre este assunto, postou a seguinte informação:
“I - deve o Tribunal Eleitoral proclamar eleito o candidato
que obteve a maioria dos votos válidos, não computados os votos em branco e os
votos nulos, quando não houver candidatos com registro indeferido, ou, se
houver, quando os votos dados a esses candidatos não forem superiores a 50% da
votação válida;
II - não deve o Tribunal Eleitoral proclamar eleito o candidato que obteve a
maioria da votação válida, quando houver votos dados a candidatos com registros
indeferidos, mas com recursos ainda pendentes, cuja nulidade for superior a 50%
da votação válida, o que poderá ensejar nova eleição, nos termos do art. 224 do
Código Eleitoral;III - se a nulidade dos votos dados a candidatos com registro indeferido for superior a 50% da votação válida e se já houver decisão do Tribunal Superior Eleitoral indeferitória do pedido de registro, deverão ser realizadas novas eleições imediatamente; caso não haja, ainda, decisão do Tribunal Superior Eleitoral, não se realizarão novas eleições;”
Retirado das mesmas fontes, as publicações da Lei Eleitoral,
o texto acima também faz parte do Código. E é ele mesmo que fecha a questão da
nulidade. Segundo o artigo acima, nulos são os votos que damos aos candidatos
IMPEDIDOS! Existem candidatos que se mantém fazendo campanha enquanto seus
processos estão sendo julgados. Estes, às vezes, acabam entrando na listagem no
carregamento da urna eletrônica. Se você encontrar um DESTES candidatos e
conseguir votar nele, aí sim, seu voto, se a candidatura dele continuar impedida,
será anulado. Caso contrário, voto nulo conta como voto branco, não válido,
fora da contabilidade que nos interessa.
A prova? Documento do site do próprio TSE. Basta ler com
atenção e fica tudo claro. E esse link é oficial: http://www.tse.jus.br/arquivos/tre-ms-artigo-sobre-votos-validos
Espero que estejam
satisfeitos com minha explicação. Se não, procure o jurista mais próximo e se
informe! Mas não saia por aí fazendo caca eleitoral porque seu amigo do
Facebook te disse que era descoberta da lâmpada!
O voto nulo, hoje, serve
para uma única coisa: tirar o peso da SUA responsabilidade dos SEUS ombros e
jogar nos ombros de quem tem paciência para pesquisar Política!
Com fé nas responsabilidades
nos lugares certos,
Filhinha de Papai
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