Tive um punhado de casos amorosos pela minha vida.
O primeiro, provavelmente devo ter desenvolvido pela minha mãe, ainda no ventre dela. A que me criou a vida toda é a mesma que me carregou por uns meses (ela não sabe quantos, os médicos também não...Eu é que não tenho como saber se eu não fui fruto de uma gestação "de girafa" ou "de gata"). Com todos os percalços das relações, eu até continuo apaixonada por ela hoje!
Lembro-me nitidamente de centenas de momentos em que estive apaixonadíssima por meu saudoso pai. Também por meus irmãos! Além de toda minha "família de escolha", que são pessoas com as quais eu não compartilho semelhanças no DNA, mas que são outras 4 figuras que eu amo desde que sei que existo! São duas mães adicionais à biológica, mais uma irmã e um irmão. Já são 8 relações amorosas logo cedo!
Todo mundo sabe (sem que eu precise contar) que nenhum dos meus 8 primeiros casos de amor foi pacífico durante 100% do tempo que durou ou dura o convívio! O amor não te impede de ter diferenças, às vezes insolúveis, em relação a outras pessoas. Você não passa a pensar de forma semelhante a outro porque ama aquela pessoa. Você ama e sabe que todas as pessoas do mundo vão fazer uma série de coisas com as quais você não vai concordar. Corriqueiro.
Amor também não garante que você consiga conviver intensamente com alguém! Nessa parte, entram em cena uma série de outros sentimentos. Alguns deles podem até impedir que você consiga ficar muito próximo de outrem, sem que se sinta mal. Há amores e amores, relações e relações. Nem o arroz é igual em todos os lugares, para todas as pessoas!
Claro que eu não vim aqui para falar de amor romântico! Claro que a Filhinha aqui continua preferindo papo de reclamação da sociedade atual. Mas o nono amor da minha vida, era o meu país. MEU! Sim! MEU! Chamei de "meu"! Mas chamava de meu! Jamais senti que fosse meu por direito de propriedade, mas sim por ter feito de mim o que sou, em parte.
"Ex-meu" país! Igualzinho aos homens com quem me relacionei amorosamente depois de adulta e não me relaciono mais. Não costumamos falar dessas pessoas como "meu ex-namorado", "meu ex-marido"? Então! Só que, quando o amor é o "natural", aquele que esperamos sentir por familiares, por exemplo, é preciso trocar os termos de lugar para ficar mais sensato. Porque dizem que não existe "ex-mãe", "ex-pai", essas coisas. Correto? Não há de ficar bom se eu usar "meu ex-país". É mesma linha da mãe e do pai.
Quando eu não amo mais ou não posso mais me relacionar com esses tipos, se não existe mais o vínculo voluntário, mas não existe o "ex" que se aplique a eles, acho que fica meio rígido, meio dogmático, apenas respeitar a não existência do "ex". Troquei de lugar, para ficar do jeito da minha cabeça.
Se eu não amo mais ou não posso mais me relacionar com algum desses tipos, não quero reconhecer como "meu" nada! Mas não deixou de ser o que era com os 9. O namorado deixou de ser namorado. A mãe não deixou de ser mãe. Nem o país, nem o irmão.
Digo que é, então, "ex-meu"! E ficou estranho, mas ficou claríssimo para o que sinto!
Cansei, Brasil! Jamais deixarei de ser brasileira, mas você não é mais meu! Não te amo mais, mas, principalmente, estou ADOECENDO de desgosto, convivendo com você! Seria muito mais saudável e construtivo para mim, parar de conviver com você e seus novos valores!
Fico mais triste ainda por outro motivo: de todos os amores da minha vida onde entrou o termo "ex", mesmo você sendo "ex-meu país" no meu coração cansado de assistir a você se destruindo, você é o único dos amores dos quais eu preciso de DINHEIRO para me livrar e não consigo!
Sinceramente? Gostaria que você, Brasil, me concedesse um divórcio indenizado. Você me paga, me liberta, eu sumo das suas vistas, mas paro de falar mal de você e de reclamar! Prometo! E mais: JURO que jamais amarei a outro, jamais outro país será chamado novamente por mim de apenas "meu"!
Um dia, há aproximados 14 anos, saiba que eu, imensa de orgulho, enchi a boca para dizer que eu ia voltar para você e para te chamar de "meu", para ingleses, húngaros, austríacos, tchecos ou qualquer outro cidadão de qualquer outro país que tivesse interesse em perguntar. Eu não queria o divórcio! Eu queria esse orgulho de volta! Mas isso você não vai mais me dar nessa vida!
Arrasada pelo fim definitivo do caso com o nono amor,
Filhinha de Papai
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
A guerra inútil que contamina mais que vírus da gripe! Coisa desnecessária!
Mais uma coluna sobre as rivalidades idiotas entre o povo
brasileiro. Mais uma “guerra do bairrismo” no meu Facebook...e nada, NADA muda,
nesse sentido, pelas ruas e pelas redes brasileiras.
Minha mãe sabe que acabei ficando com um pouco de “raiva dos
cariocas”, depois que vim morar no Rio de Janeiro. Ri muito, fazendo piadas de
minha situação, porque, coincidentemente ou não, quando em São Paulo, eu
cheguei a ganhar o apelido de “rainha dos cariocas”, tantos eram os presentes
em minha vida de forma sempre boa.
Mas o Brasil é um paisinho triste nesse sentido!
Dificilmente alguém que, depois de “velho”, muda sua residência para um Estado
vizinho, ou região diferente, consegue se sentir “em casa”. O brasileiro é
tomado por preconceitos! Disso nós herdamos muito! O brasileiro consegue sofrer
mais preconceito dentro de casa do que em outro país!
Mamãe, sabida de minha situação, havia lido (e eu não) no
jornal “Folha de São Paulo” impresso, o que eu rapidamente achei na versão
online. Uma coluna de Antonio Prata, sobre “paulistas x cariocas’. Li, ri, e
achei de colar no meu mural do Facebook, porque eu me identifiquei com aquilo.
Pronto! Mais uma polêmica e mágoas de lá e cá!
O texto de Antonio Prata, colo aqui:
“06/02/2013 - 03h00
Cliente paulista, garçom carioca
DE SÃO PAULO
Veja, aí estão eles, a bailar seu
diabólico "pas de deux": sentado, ao fundo do restaurante, o cliente
paulista acena, assovia, agita os braços num agônico polichinelo; encostado à
parede, marmóreo e impassível, o garçom carioca o ignora com redobrada atenção.
O paulista estrebucha: "Amigô?!", "Chefê?!",
"Parceirô?!"; o garçom boceja, tira um fiapo do ombro, olha pro
lustre.
Eu disse "cliente paulista",
percebo a redundância: o paulista é sempre cliente. Sem querer estereo-tipar,
mas já estereotipando: trata-se de um ser cujas interações sociais terminam,
99% das vezes, diante da pergunta "débito ou crédito?". Um ser que
tem o "direito do consumidor" em tão alta conta que quase transformou
um de seus maiores prosélitos em prefeito da capital. Como pode ele entender
que o fato de estar pagando não garantirá a atenção do garçom carioca? Como
pode o ignóbil paulista, nascido e criado na crua batalha entre burgueses e
proletários, compreender o discreto charme da aristocracia?
Sim, meu caro paulista: o garçom carioca
é antes de tudo um nobre. Um antigo membro da corte que esconde, por trás da
carapinha entediada, do descaso e da gravata borboleta, saudades do imperador.
Faz sentido. Para onde você acha que foram os condes, duques e viscondes no dia
16 de novembro de 1889 pela manhã? Voltaram a Portugal? Fugiram pros Açores?
Fundaram um reino minúsculo, espécie de Liechtenstein ultramarino, lá pros
lados de Nova Iguaçu? Nada disso: arrumaram emprego no Bar Lagoa e no
Villarino, no Jobi e no Nova Capela, no Braseiro e no Fiorentina.
O pobre paulista, com sua ainda mais
pobre visão hierárquica do mundo, imagina que os aristocratas ressentiram-se
com a nova posição. De maneira nenhuma, pois se deixaram de bajular os
príncipes e princesas do século 19, passaram a servir reis e rainhas do 20:
levaram gim tônicas para Vinicius e caipirinhas para Sinatra, uísques para Tom
e leites para Nelson, receberam gordas gorjetas de Orson Welles e autógrafos de
Rockfeller; ainda hoje falam de futebol com Roberto Carlos e ouvem conselhos de
João Gilberto. Continuam tão nobres quanto sempre foram, seu orgulho permanece
intacto.
Até que chega esse paulista, esse homem
bidimensional e sem poesia, de camisa polo, meia soquete e sapatênis, achando
que o jacarezinho de sua Lacoste é um crachá universal, capaz de abrir todas as
portas. Ah, paulishhhhta otááário, nenhum emblema preencherá o vazio que
carregas no peito -pensa o garçom, antes de conduzi-lo à última mesa do
restaurante, a caminho do banheiro, e ali esquecê-lo para todo o sempre.
Veja, veja como ele se debate, como se
debaterá amanhã, depois de amanhã e até a Quarta-Feira de Cinzas, maldizendo a
Guanabara, saudoso das várzeas do Tietê, onde a desigualdade é tão mais
organizada: "Amigô, o bife era mal passado!", "Chefê, a
caipirinha de saquê era sem açúcar!", "Ô, companheirô, faz meia hora
que eu cheguei, dava pra ver um cardápio?!". Acalme-se, conterrâneo.
Acostume-se com sua existência plebeia. O garçom carioca não está aí para
servi-lo, você é que foi ao restaurante para homenageá-lo. E quer saber? Ele
tem toda a razão.
antonioprata.folha@uol.com.br
@antonioprata”
@antonioprata”
Aqui, o link: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/1226582-cliente-paulista-garcom-carioca.shtml
No meu mural, amigos paulistas concordando que sofrem com o
serviço no Rio, ou dizendo que vieram ao Rio e o serviço está ótimo, ou
compartilhando sem dizer muito, ou o comentário mais frequente: eu reclamo
demais, eu reclamo “de barriga cheia”. Normal. Mas teve também o amigo que
compartilhou acusando o paulista de praticar “Apartheid social” no Rio de
Janeiro, e ser maltratado por isso.
Ahhh!! Então, quando ele postou assim, o dele explodiu! Uma
série de “curtidas” (todas, de cariocas), comentários de que o garçom é nobre
mesmo (ou atende mal), ou que o paulistano é nojento mesmo...e por aí foi! O
que não aconteceu, em momento algum, foi alguém admitir que TODOS têm culpa
pelo desconforto de TODOS! Incluindo eu mesma!
Minha culpa não é por ter destratado alguém por conta de
origem um dia na vida, não! Mas eu também tenho lá meus preconceitos! Ah, se
tenho! E se irritada, consigo dizer horrores e ser muito preconceituosa! Mas eu
percebi que, pelo menos comigo, a “guerra” aflora apenas quando estou com
raiva, quando me sinto agredida! E não agredir não é a melhor forma de evitar
ser agredido (não impede, mas diminui!)? Comigo funcionou! Agrido menos, escuto
menos!
Mas eu vi vários lados de uma mesma moeda. Nascida na
capital do Estado de São Paulo, minha família era toda diferente. Meus pais e
irmãos eram do interior do Estado. Só eu era nascida e criada na capital. Vi,
nos meus meios em São Paulo, preconceito besta de paulistano contra nordestino.
Achava triste! Mas vi, sim! Não vou mentir nem “puxar a brasa para minha
sardinha”. Eu mesma me peguei pensando, várias vezes, quando vi agressões
contra a cidade, como patrimônio público depredado ou gente jogando lixo na
rua, de maneira preconceituosíssima, como “isso foi feito por gente que não
nasceu aqui! Quem nasce aqui como eu não é capaz, no meio de tanto amor pela
cidade, de maltratar dessa forma!”. E onde é que o pensamento estava errado? Na
palavrinha “eu”! Eu sou eu! E não posso, absolutamente, parametrizar nem o
amor, nem a educação dos outros, pelo que eu tenho e uso! Muitas vezes,
obviamente, as tristezas que eu via eram produzidas por paulistanos, da gema,
da clara e do ovo todinho, sim! E eu fui aprendendo devagar.
Para entrar na fase final como em todo aprendizado, essa é a
mais difícil que eu venho vivendo e não há previsão de término! Hoje eu virei “alvo”.
E se antes eu podia aprender vendo o que não gostava que os OUTROS fizessem com
os OUTROS, hoje eu fico triste por aquilo que os outros fazem é comigo! Sou
humana, pequenina como a maioria de nós, então, doeu em mim, dessa vez doeu
mais!
Há seis belos anos eu aceitei o convite do homem que é o
amor da minha vida, e carioca, para largar a minha atribulada vida em São Paulo
e as pontes aéreas e rodoviárias de todos os finais de semana de nosso namoro,
e vir viver com ele no Rio de Janeiro.
De todas as guerras “bairristas” brasileiras, a mais famosa,
acentuada e incômoda, é a produzida por paulistas e cariocas. Mais
precisamente, paulistANOS e cariocas. Os interiores dos dois Estados são um
pouco mais “neutros” nessa guerra.
Meu amigo que compartilhou o texto no Facebook dele e obteve
as curtidas dos cariocas, é um ex-morador da capital de São Paulo, onde nos
conhecemos e nossa grande amizade nasceu! Sou obrigada a discordar do maior
argumento que ele costuma utilizar nessas discussões: ele pode ter sofrido
muito pela falta da praia, pelos horários diferentes, pelo estilo de vida
diferente, por ter que se locomover por distâncias maiores e mais
congestionadas...mas eu acompanhei muito de perto todos os anos que este meu
amigo morou em São Paulo, com todo seu acentuado sotaque carioca. Afirmo com
propriedade: ele JAMAIS sofreu, em São Paulo, alguns tipos de agressão que eu
vivo e venho vivendo com meu acentuado sotaque paulistano, no Rio de Janeiro.
Não porque o paulistano ou o carioca sejam melhores ou mais “educados”, não!
Apenas uma questão de diferença comportamental, generalizando, dos habitantes
de uma cidade ou da outra. O meu amigo, quando em São Paulo, falava mal dos
paulistanos e de São Paulo em TODAS as oportunidades que encontrava, mas jamais
conseguiu uma briga, discussão, ou alguém que levantasse a voz para ele em
defesa do povo ou território que ele fazia questão de atacar. Enquanto a
contrapartida, eu no Rio de Janeiro, é bem diferente! Por uma questão de “tradição
dos hábitos”, basta que alguém com um pouco mais de raiva da situação dessa
guerra ridícula, que seja carioca e reconheça meu sotaque, enxergar em mim sua
própria raiva personificada e eu escuto a clássica, frequentemente: “Não
SUPORRRRTO paulista!”. De TODAS as vezes, mesmo com meu jeitinho briguento, eu
estava cordial e inocente em TODAS! Mereci?
Mereci! Sou brasileira, imbecil também e estou atolada nessa
guerra imbecil até o pescoço! Se eu pensei aquela bobagem que escrevi acima um
dia na vida, hoje eu mereci ser maltratada por abrir a boca exibindo apenas um
sotaque característico de algum lugar!
Senhor Luiz, meu amigo nascido num Estado do nordeste, comentou comigo
na portaria do prédio, num dia desses: “Ninguém gosta de nordestino”. Respondi
a ele, rindo: “Sr. Luiz! Hoje o senhor está até melhor que eu! Se até ontem eu
pensava que ninguém gostava de nordestino, hoje eu percebo que ninguém gosta é
de PAULISTA, isso sim!” e continuei rindo. Ele concordou enfaticamente! Disse
que eu tinha razão! De paulista é que ninguém gosta, mesmo!
Então, diz o meu amigo já citado que o paulistano não gosta
dos outros, que é arrogante, que se acha superior. Será que ele está errado? O
que eu via era o paulistano ignorando as origens das pessoas, ou apontando quem
era “forasteiro”? Não era com carioca?
Mas acontecia? Eu vi muita coisa diferente disso?
Resultado é que ninguém tem defesa! E eu, que não atacava,
sofri ataques por traumas causados e carregados por outras pessoas, até que
acabei tendo crises de ataques também. A corrente do ódio é um vírus potente!
Contagia demais! Só se parte com reflexão profunda, ou sofrimento! Triste de
novo!
Vamos reagir, brasileiro! Nosso inimigo é o mal, o crime, a
destruição do que temos de mais humano! Não o sotaque, a origem, o cabelo ou a
pele do vizinho de mesa de bar! Portugal se foi, os demais países também!
Sobramos nós, um de cada tipo, mas brasileiros somente! Com os mesmos problemas
e mágoas, quase todos!
Com solidariedade brasileira,
Filhinha de Papai
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Carnaval, festa das liberdades, o ser humano massacrado indo à forra!
Passou! Passou o Carnaval! A vida deveria “voltar ao normal”,
ou “o ano começar de verdade” a partir de hoje. Mas em alguns lugares ainda dá
para esperar mais um bocadinho! A próxima segunda-feira, na verdade, constitui
o início de tudo para todos, mesmo! E por que será que temos a impressão de que
a cada dia o Carnaval “dura” mais?
Eis que dia desses eu leio no Facebook que as pessoas
anseiam tanto por feriados porque necessitam fugir de suas vidas. É! Se todo
mundo tivesse um emprego feliz, um cotidiano sem aborrecimento em demasia,
relações pessoais tranquilas e pacíficas...seria tão grande esse desespero todo
por um feriado?
E o fato de uma festa profana, associada ao pecado e às
tentações da carne, ser sucesso até entre a mais “carola” das católicas até a
mais “crente” entre as evangélicas? Normal?
Normal! Se for mundo atual, humanidade massacrada por
problemas e mais problemas e as vidas precisando, em geral, de fuga intensa!
O que eu não acho muito normal é ouvir a reclamação geral,
pelos excessos cometidos durante o grande e quase interminável Carnaval. Ainda
mais o carioca, que, pela impressão que tive visualmente, deve ter batido,
novamente, mais uns 8 recordes associados às quantidades (de foliões na rua, de
dias de brincadeira, de público no Brasil todo e por aí vai...)! Se o objetivo
é, justamente, todo mundo “afrouxar os valores” e “brincar sem culpa” durante
todos esses dias, todo mundo achou que brincar era só cantar marchinha na rua?
Ai! Chegou a hora do “faz-me rir!”!
Não pensem todos que vou me excluir dos que cometem excessos
no Carnaval, não! Eu também cometo os meus! Praia, por exemplo, é um programa
que eu faço frequentemente no Carnaval, porque eu mesma me sinto menos invasora
nessa época do ano, com a cidade tomada pelos turistas! Meu próprio “paulistês acentuado”
e a brancura “atípica para uma brasileira” da pele, que me causam desconfortos
durante grande parte do ano, somem das vistas de todos, durante o Carnaval da
mistura permitida! No Carnaval, eu viro mais uma de fora e sou tratada como
maioria. E o Carnaval tende a melhorar os humores daqueles que circulam pelas
ruas. Ou exaltar as violências!
Excessos meus, frutos da minha loucura ou apenas de
observação, tanto faz, ou não, fato é que a fuga da vida massacrante ocorre de
maneira diferente para cada um! Para alguns, a fuga e a brincadeira incluem uma
série de coisas que para outros são um absurdo inexplicável! Inexplicável para
quem não compreende que cada um se excede de uma forma.
Um dia, mais jovem, minha fuga também incluía algum excesso
de bebida alcoólica durante o Carnaval. Descontração e brincadeiras com amigos
e festas. Hoje, mais cansada, mais velha e mais chata, circular pelas ruas já é
excessivo para mim, no meio de tudo que acontece entre os demais.
Não é por isso, entretanto, que vou me esquecer que os “outros
são os outros”. E são muitos outros, de maneira que uma polícia só JAMAIS vai
funcionar para tanto excesso do excesso!
No feriado, vou aproveitar o dia como mais uma comum pelas
praias cariocas, acompanhada do divino amigo carioca da gema. Saio da praia já
tardiamente, porque sabia da existência da passagem de um dos mais tradicionais
e maiores blocos que circulam por ali onde eu estava aproveitando o mar, e se
eu saísse da praia na hora da passagem do bloco, eu perderia umas duas horas no
meio da multidão, tentando passar. O sol colabora, o bloco parte às 17:30 e é
possível esperar que ele passe antes de voltar para casa. Mas nem o sol espera
aquele povo todo dispersar! Então, ainda fui obrigada a enfrentar um “resto” de
multidão que aproveitava o bloco. O amigo, carioca da gema, se assusta: “O que
é isso??? O cara ali de p...piii para fora! No meio da rua???”. Novamente, dois
minutos depois, ele: “O que é isso??? O outro ali de baseado aceso no meio da
rua, na cara-de-pau???”. Mais uns 4 minutos de caminhada, ele novamente: “Meu
Deus!!! Mais um de baseado aceso! E olha a polícia logo ali!”....e foram mais
dois baseados acesos e uma suspeita de felação (que nenhum de nós ficou
observando para ter certeza) até sairmos do meio da parte mais cheia e chegarmos
mais perto de conseguir um táxi de volta para casa.
Ah...os excessos de cada um! Para cada um dos momentos de
espanto do meu amigo carioca que, supostamente, deveria estar “mais acostumado”
do que eu, e para todas as pessoas que eu ouvi assustadas com algum tipo de
comportamento alheio inconveniente ou ilegal, eu só tenho uma resposta: “Tá
estranhando? É Carnaval, oras!”...
Porque é Carnaval, e dependendo da área onde você estiver,
pode de tudo, ou quase tudo que se puder imaginar! Mas pode? Poder não pode,
mas só saber que não pode, impede o ser humano? Ou o ser humano, pelo menos
ultimamente, só respeita o “pode” ou “não pode” se for ameaçado diante de
penalização pelo “não pode”? E o que eu acho um absurdo ou um excesso, é
conceito comum para todos?
Não! Nada é! E no meio da vida cada vez mais complicada,
corrida, massacrante e deprimente, o mesmo ser humano que se choca com os
excessos alheios, se pega vivendo uma vida atípica para ele também, no meio da
grande folia que usamos para fugir, de um jeito ou outro, do cotidiano infernal
e inevitável!
Ninguém poupou dinheiro! Ninguém protestou pela política! Os
protestos foram, quase em totalidade, individuais: cada um protestando do seu
jeito, pela vida mal levada, no meio do feriado, mas tendo que sucumbir ao fato
de que é fuga em massa mesmo! Daquilo que machuca, mas que tem que doer todo
santo dia!
Viveremos brincando de fugir, ou brincaremos em algum
momento sem necessidade de fuga?
Esperando que os índices de violência no meio da brincadeira
de fuga diminuam,
Filhinha de Papai
Reclamar é uma arte que exige tempo!
Este blog é alimentado muito eventualmente. E as pessoas me perguntam o motivo disso, reclamam, criticam, dizendo que faço tudo errado! Sim, muitos têm razão!
Mas escrever por prazer é só por prazer! Isso aqui é meu e não gera receita, então, eu só admito vir quando tenho realmente necessidade de postar.
Triste é entender que a necessidade de postar é sempre mais latente em períodos de muitos e muitos e mais muitos absurdos assistidos, nem sempre de longe, mas SEMPRE de perto!
Volto já! Com muito a reclamar! De tudo, de todos, do mundo! O que os dedos conseguirem de reclamação sem bolhas!
Feliz sempre, mas bradando por melhora sempre,
Filhinha de Papai
Mas escrever por prazer é só por prazer! Isso aqui é meu e não gera receita, então, eu só admito vir quando tenho realmente necessidade de postar.
Triste é entender que a necessidade de postar é sempre mais latente em períodos de muitos e muitos e mais muitos absurdos assistidos, nem sempre de longe, mas SEMPRE de perto!
Volto já! Com muito a reclamar! De tudo, de todos, do mundo! O que os dedos conseguirem de reclamação sem bolhas!
Feliz sempre, mas bradando por melhora sempre,
Filhinha de Papai
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Se EU chamar jantar em casa, é apologia ao crime! Mas o PT pode!
Ah, a imbatível impunidade petista!
Eu estou “vomitando” impropérios contra a Secretaria de
Igualdade desde que dona Luiza Bairros, líder do “Movimento Negro Unificado”
assumiu, lá atrás, a tal secretaria! Ora, brasileiro iludido! Onde é que “unificado”
e “movimento negro” combinam com IGUALDADE no dicionário de vocês? Em minha
cabeça alfabetizada, parece desigualdade. Mas a louca, para variar, devo ser
eu!
Já viram algum imbecil vira-lata brasileiro se intitular “skinhead”
nazista “ariano superior” (Hitler deve se revirar no túmulo ao ver os pobres
mulatos brasileiros se achando arianos! Eu adoro rir!) e, DEVIDAMENTE, ser
muito bem preso por estar discriminando os outros? Eu já vi e amei ver! Adoro
justiça! Delícia!
E uma turminha de “pardos” me acusando SEM PROVAS (óbvio!)
e, ABSOLUTAMENTE sem razão, ME acusando de ser “elite branca escravizadora”
(escravizadora? Eu NASCI em 1979 no BRASIL! Nem que eu QUISESSE! Se tiver
petralha lendo, ajudo a fazer a conta: tenho 34 anos de idade!)? Aí pode?
Aí pode! Pode e DEVE! Afinal, o PT concluiu que eu sou
descendente dos “eslavos” malvados escravizadores, porque eles DIZEM que me
pareço com esse povo! Só tem UM detalhe: nem EU sei que cara tinham os meus
AVÓS!
Não conheci meus avós paternos! Se nem EU sei que cara têm
os meus ancestrais, quem é esse povo que acha que pode me olhar torto achando
que eu tenho alguma culpa?
Minha culpa, então, é ter nascido? É!
Nascido no Brasil. Claro!
O país que é capaz de assistir, com meses de intervalo entre
um e outro, o julgamento histórico de figuras políticas, jamais visto na história, através das sessões transmitidas ao vivo do Supremo Tribunal Federal,
A CORTE SUPREMA DO PAÍS, que condenou ao pagamento de multas e penas de
reclusão, aqueles criminosos que chamamos popularmente de “mensaleiros”, que
foram condenados pela Ação Penal 470.
Em Janeiro, um mês depois da última comemoração pelos
brasileiros, pela condenação dos mensaleiros, o país assiste ao Partido dos
Trabalhadores, o maior partido da situação, que teve membros condenados pela
Ação Penal 470, convocar para um jantar para angariar fundos para AUXILIAR os
condenados a pagarem suas penas de multas! Condenados estes por desviarem e
utilizarem em benefício próprio, o NOSSO DINHEIRO! O MAIOR PARTIDO CONVOCA para
um JANTAR para angariar FUNDOS para AJUDAR CONDENADOS pela JUSTIÇA FEDERAL, POR
CRIMES relacionados a desvio de FUNDOS EM BENEFÍCIO PRÓPRIO! Isso, para mim,
parece:
APOLOGIA AO CRIME!
Sim, porque se quem é mensaleiro merece AJUDA, então, a IMPUNIDADE
deve ser regra! ISSO não é apologia ao crime?
Maconha não pode, mas pode marchar...e ainda não decidiram
direito se é apologia ao crime ou não, marchar. Mas...
Convocar para um jantar para AJUDAR CONDENADO pelo SUPREMO??
Essas palavras foram usadas! Então, se eu anunciar, pelos meios de comunicação
do país, que eu vou fazer um jantar para AJUDAR um traficante de drogas
condenado, tudo bem? Se eu anunciar em Rede Nacional que eu vou organizar um
jantar para um condenado que falsificou medicamentos e matou pessoas com isso,
tudo bem?
Eu escrevi uma série de coisas em letras maiúsculas, para
tentar fazer um resuminho para a Justiça brasileira do que, realmente,
aconteceu neste começo de 2013. APOLOGIA AO CRIME, de novo!
Sinto, senhores,
mas dizer que o STF errou em condenar? Foi isso que o PT se atreveu a dizer DE
NOVO e ninguém vai fazer NADA? Se a justiça condena em última instância com
todas as provas, não deveria garantir que o brasileiro soubesse direitinho que
condenou por CRIME?
Até a cara-de-pau petista tem LIMITE, senhores agentes da
Justiça! Alguém faça algo muito enérgico contra este partido AGORA, ou, de uma
vez por todas, concluiremos que vocês estão todinhos vendidos, mesmo!
O “super” Joaquim Barbosa vai ficar quietinho OUTRA VEZ? Já
não basta o imbroglio das Casas decidindo os mandatos?
De novo, a única saída para o brasileiro que ainda tem um
pingo de moral é a depressão. Se tiver moral e dinheiro, tem outra: o
aeroporto!
Sem um pingo de fé na decência dos atos,
Filhinha de Papai
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Brasil ou “Fringe”? Amiga Regina, não sei se não ultrapassei o portal sem perceber!
Como diz meu marido (aquele ser que fala de mim, mas é pior
que eu, nesse sentido!), sou uma pessoa “conectada”. Passo, aproximadamente,
sete horas por dia navegando pela internet. Onde? Não importa tanto! Fato é que
eu não gasto as sete horas batendo papo em chat nem vendo só bobagem no
Facebook. Mas, sempre que posso, meu “território” predileto é o Twitter!
Hoje, “frequências” para minha Time Line escolhidas com
cuidado (apesar de tanta insegurança na rede), escolhas minhas a respeito do
uso do microblog e outros tipos de filtros mais técnicos aplicados com sucesso,
consegui que a rede em questão satisfaça a duas necessidades minhas bem
definidas: buscar notícias sobre o país e mundo e interagir com gente que
considero interessante, sem me aborrecer. Mas, talvez meus filtros tenham me
feito criar um universo paralelo!
Eu não sou uma pessoa de ódios. Posso provocá-los, mas
dificilmente os sinto! Sou mole, manteiga, pareço dura porque sou enérgica e
não TEMO opinião alheia (respeito, muitas vezes, mas não TEMO jamais), mas sou
daquelas que não suporta determinada pessoa, mas ajuda se essa pessoa precisar
de qualquer coisa. Penso um milhão de maldades, mas não tenho coragem de
executar nenhuma delas. Então, não devo ser muita dada ao ódio, mesmo!
Mas existe uma pessoa que eu ODEIO do fundo dos meus mais
profundos sentimentos! Se eu fosse desonesta, criminosa, psicopata ou tivesse a
pretensão de achar que tenho poderes sobre alguma vida, seria provável eu
pensar em mexer negativamente com a dele. Familiar? Conhecido do bairro?
Traficante do morro mais próximo? Não! Esse cara que eu tanto odeio é só o
Lula, o ex-presidente do Brasil, mesmo!
Percebo que o sentimento é forte e pesado em mim, mas que é
igual e na mesma proporção para várias outras pessoas conhecidas, para inúmeros
amigos... para, pelo menos, aproximadamente trezentas pessoas que costumo “ver”
diariamente, em média. Esse povo todo odeia o Lula! Eu vejo quase todos os meus
contatos reclamando do mesmo que eu e odiando Lula!
Então, por que CARGAS D´ÁGUA ele vai ganhar mais uma
eleição, de forma aniquiladora, no próximo ano?
Éééééé, brasileiro massacrado que só lê esse blog porque está
massacrado! Em 2014, você vai, comigo, engolir mais uma peripécia de “sapo
barbudo” e seu desempenho infalível junto ao eleitorado brasileiro! Se o
governo do Estado de São Paulo ou o PAÍS mesmo...”elles” ainda não deixaram
escapar para mim. Mas seja lá qual for a movimentação de Dilma, para o PDT ou
não, e a candidatura do “sapo barbudo”, que governo do Estado de São Paulo ou
presidência do Brasil representam quase a mesma magnitude de tragédia
financeira, em 2014 ele leva! Afinal, eu sou apenas mais uma “vagabunda”
postando do escritório fechado com ar condicionado (que hoje, por acaso,
funciona porque a Dilma me deixou ter energia elétrica, pela qual pago bem!)!
É o “universo paralelo” que eu “criei” com meus filtros de
amigos, queridos! É o universo paralelo que corre paralelo ao nosso, dos
inconformados pagadores de impostos e arrimos financeiros da nação
assistencialista! Porque não temos essa consciência, mas somos “meia dúzia”.
Enquanto o “império dos iludidos” apoiadores de cotas e afins, é maioria
ESMAGADORA!
Nós vamos continuar “do outro lado do portal”, vomitando
nossas frustrações políticas, morais, econômicas, sociais e afins, no Twitter,
no Facebook, em vinte numa turminha aguerrida em frente ao museu, em dois no
Arpoador carregando causa para outro modelo de voto, em quinze na orla pedindo
investigação...vejam, INVESTIGAÇÃO (porque nem isso conseguimos mais por aqui!
Condenação é quase utopia!), de membro do Congresso ou Executivo corrupto,
enquanto seu amigo da ELITE pesada, mesmo, aquele que dá caixinha de 50 euros
em restaurante na Provence nas férias com a família, bate palma e acha lindo o
socialismo ditador instalado no Brasil!
Aí, já que o seu amigo da elite estudou no exterior, é cheio
de conhecimento erudito, fala bonito à beça, até VOCÊ quase acredita que ele
realmente acha aquele populismo todo torto e nojento bonito para todos! Mas continua bonito para seu amigo realmente
elite e formador de opinião, porque, ao contrário de você, ele não precisa
optar entre pagar os próprios impostos devidos ou conseguir espaço suficiente
dentro de sua moradia para guardar os próprios livros! Você, considerado RICO
até pelo seu amigo aí, mora usando 67 metros quadrados empoleirados em cima de
alguém e debaixo de outro alguém, numa barulheira louca e improvisando espaço
para estender uma camiseta para secar. Ele, mora em 400 metros perfeitamente
decorados, organizados e administrados por bons funcionários e ele precisa se
preocupar com...acompanhar seis monitores de LCD ao mesmo tempo, de onde ele assiste
o dinheiro dele se multiplicando pelo mercado financeiro mundial.
Se até você quase cai no papinho do seu amigo da
elite....calcule o “resto”! Calcule quem já tem metade do cérebro lavado pelo “sapo
barbudo” e ainda encontra endosso na elite “boazinha” para as barbaridades que
estão acontecendo no Brasil hoje! Calcule quem ainda acha que Lula fez BEM em
abrir as portas para o socialismo miolo mole, como diria Reinaldo Azevedo, que
se instalou pelas Américas!
Mundos paralelos, portal aberto...para minha defesa, tento
passar o máximo de tempo do lado que me agrada, para poder tentar alguma
consciência, eventualmente, pelo lado que mais me desagrada. Um dia eu desisto,
ou ganho um dinheiro do céu e fujo correndo daqui!
Cansada de tanta cegueira,
Filhinha de Papai
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Os reis das bananas se embananam e acham que vão arrotar....Iphone 5?
Título confuso? Explico, claro!
Hoje a amiga pergunta, pelo twitter “...como se sente de
volta à banania city?”. Como me sinto, Tatinha? Tive que responder que estou
enojada, como sempre! Mas, confusa, confesso, porque me sinto um pouco menos
mal em relação aos absurdos brasileiros. Porque eu andei vendo uns absurdos por
aí! Ser humano é podre, mesmo, né? Sente-se melhor quando está na desgraça mas
percebe que não está nela só. E foi assim.
Andei por aí! Sempre que salvo um trocado, vou estudar outras
culturas e civilizações. Dessa vez, a crise alheia fez com que a minha não
ficasse grande, de maneira que deu para conhecer um pouco de Grécia...no auge
do estouro da crise deles, que não se aproxima desde ontem nem foi novidade de
2012. A “coisa” vem se agigantando e, como ficou na moda dizer, bolhas, quando
se inflam demais, estouram. Será que a crise grega chegou em um ano, dois,
três? Hum...vejamos:
Não, não é um processo rapidinho, nem acontece do dia para a
noite, endividar um país a ponto de ele vender partes de seu território para
repor o tesouro, sem reserva monetária. Depende de alguns fatores e não é obra
exclusiva de governos incompetentes! Para aniquilar as finanças de um país sem
um grande acidente natural, sem guerra, sem uma inusitada invasão do vizinho, é
preciso uma enorme força, conjunta, de uma série de pessoas fazendo escolhas
bem erradas!
Ao longo de aproximados dez anos, população, vizinhos
europeus e governo grego, fizeram a lambança geral que culminou na crise atual.
JUNTOS! Ninguém tem mais ou menos “culpa” por ali! São papéis diferentes, numa
lambança comum que atinge, como sempre, não à toda população, mas
principalmente à classe média. No caso deles, a baixa caiu junto, porque caiu
todo o governo. Mas o rico...continua rico e o país continua CARO! Para todos!
Posto aqui, a foto que bati da parede de um prédio de representação estrangeira, em área ultra nobre de Atenas:
Um mundo globalizado, uma nova comunidade de comércio,
trânsito e finanças (quase) que nasce cheia de promessas (depois de um
planejamento de aproximados 40 anos, até a consolidação do que vemos hoje como
União Européia. “Planinhos” financeiros desses demoram um pouquinho para
acontecer) de segurança e prosperidade para todos os seus membros e belos
cenários lindos e estáveis para os demais mortais do planeta. Bonito! No papel
funcionava bem à beça!
Tinha Iphone 4, saindo no mesmo ano de lançamento do Iphone
4S, que sai no mesmo ano de lançamento do Iphone 5....e o povo entra na fila
três vezes no MESMO ANO para TROCAR DE CELULAR? No primeiro plano da União
Européia, tinha?
Tinha a previsão de que o governo é feito de humanos que
gostam MUITO de dinheiro?
Tinha o fato de que alguns países produzem muito mais que
outros e são, naturalmente, muito mais potentes financeiramente que outros?
Tinha! Isso tinha! Mas previram que o vizinho que é pouco potente ia querer
levar a vida igualzinha à do vizinho grandalhão e poderoso? Ah, isso não tinha!
Tinha, junto às análises e previsões cambiais para balizar o
comércio do acordo, que o ser humano reage de uma maneira bem previsível quanto
ao CONSUMO? Tinha escrito lá que governo, povo e todos, todos, iam sempre
querer mais coisas que nem sempre precisam ter?
Pois um povo iludido, acreditou num plano mirabolante,
apoiou um governo que apoiou a parte mais mirabolante do plano e, governo
inchou máquina e conquistou simpatizantes, entupindo servidor público dos
melhores salários da nação (alguém já viu esse filme?), assistiu aos
coitadinhos encostados com toda excelência (esse? Alguém viu?), para isso,
queimou as reservas da nação e pegou dinheirinho a jurinhos “módicos” nos
vizinhos potentes, para dar vazão a toda aquela alegria de altos salários
públicos, muito financiamento, e muito estímulo para que o povo também pegasse
dinheiro emprestado, afinal, eram todos bonzinhos nessa história!
Só que o castelinho ruiu! O país não tinha, como eu disse antes, potência para sustentar o caro circo que armou. O dinheiro precisa ser devolvido. O governo endividado e sem recurso nenhum, agora, para pagar sua megalomania, cortou salários, benefícios, assistências... outras pedrinhas do dominó caíram e empresários também foram obrigados a cortar. Pronto! País que achava que tinha dinheiro mas o que tinha era só crédito, quebrou! E esse filme? Será visto em telas brasileiras em breve?
Só que o castelinho ruiu! O país não tinha, como eu disse antes, potência para sustentar o caro circo que armou. O dinheiro precisa ser devolvido. O governo endividado e sem recurso nenhum, agora, para pagar sua megalomania, cortou salários, benefícios, assistências... outras pedrinhas do dominó caíram e empresários também foram obrigados a cortar. Pronto! País que achava que tinha dinheiro mas o que tinha era só crédito, quebrou! E esse filme? Será visto em telas brasileiras em breve?
Industrializou com responsabilidade, a Grécia? Investiu em Educação de
base? Desenvolvimento? Pesquisa? Não! Ah,
sim! Mas é o berço da civilização, então, no meio do caminho do povo gastão com
governo irresponsável, teve também aquele ataquezinho de megalomania, chamado “Jogos
Olimpícos”. Aquela continha barata para o país, que saiu para Londres, poderosa
e cheia do dinheiro desde sempre, aproximados 12 BILHÕES DE LIBRAS (segundo
dados oficiais. Línguas dizem que é o dobro)! Os ingleses estão xingando por
três gerações! Calculem os gregos, que eram bem mais pobrinhos, em 2004! E
estavam no meio da lambança da gastança!
Deu no que deu! No que está dando hoje em todos os
telejornais brasileiros, diariamente! Greve por todos os lados, o povo vendendo
criança porque não pode mais se dar ao luxo de sustentar 3 filhos, pensões
cortadas em 60%, salários em 50% e o custo continua alto. Para alguns, até
subiu, em função das altas taxas de inadimplência que forçam efeito cascata. Os
banquinhos bonzinhos dos vizinhos? Querem RECEBER os montantes deles! Nunca foi
caridade! Não era para ser!
Dá para culpar SÓ o governo ou os bancos? E o grego
inconsequente, que caiu na esparrela governamental e corporativista, é
inocente?
Inocência é desculpa de gente idiota para dizer que fez
caquinha por falta de conhecimento! Eu prefiro dizer que errei porque escolhi
mal, do que dar a desculpa porca de que errei porque eu tinha a OBRIGAÇÃO de
saber mais sobre a MINHA vida, das MINHAS finanças e do MEU futuroe não fui
pesquisar para saber qual escolha adotar!
Amanhã é nossa vez! Sediar uma Copa do Mundo de Futebol que
esfumaça a desgraça todinha do país e, de quebra, entope os cofres da Nike e
amiguinhas de dinheiro (para eles pagarem 10 centavos por hora para o chinês
semi escravizado costurar o seu tênis super maneiro e que custou mil reais!),
rasga as leis do país para permitir o patrocinador dentro dos jogos (liberaram
a cervejinha de volta, lembram?) faturando litros, para o povo continuar sem
segurança, sem hospital, sem escola....e o exército garantir os chefes de
Estado de fora durante dez dias! Mas o povo achou lindo e parou de trabalhar no
meio do expediente para ir bater palma na praia, porque o Brasil foi “escolhido”!
Ohhh!!! Escolhido para pagar a conta, só esqueceram de dizer!
Ah! E em 2016 tem a megalomania grega que acabou de
endividar por lá, por aqui! Jogos Olímpicos no Brasil! Ééééé! No Brasil! Aquele
país tão tradicional nos esportes olímpicos que leva 259 atletas (fora o resto da
delegação, que também saiu baratinho do nosso bolso!) e volta com...NOOOSSSA!
DEZESSETE MEDALHAS! Que beleza, hein! Que feito! Até o Cazaquistão fez muito mais bonito! Mas muito!
E eu tenho que ter a dor de ler de um amigo culto que os
eventos são importantes para o país! SERIAM, se desse para chamar isso aqui de
país, primeiro! Por enquanto, é pardieiro! Apagão geral em Dezembro, AEROPORTO
internacional sem ventilação E iluminação, mortos e mais mortos por corredores
em hospitais, gente morrendo com café injetado na veia por engano em hospital,
chacina todo dia por vários cantos geográficos e policial morrendo aos montes
executado por facção criminosa e...claro! Importante mesmo é ganhar um dia de
folga no trabalho para ver o Brasil jogar! ESSA realmente deve ser a prioridade
e um país tão carente quanto o nosso, então, deve mesmo promover eventos que
seu povo demore 4 gerações para quitar, financeiramente! Afinal, sem hospital,
pode ser que paremos de pagar a dívida antes (de repente não sobra ninguém
vivo, vai saber!).
Os gregos me pediram: Conscientize seu povo!!!
Estou tentando, pessoal! Colaborem um bocadinho, por favor!
Com um pouco menos de desesperança,
Filhinha de Papai
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Vi e não gostei. Mas demorei menos que Marina, pra sair!
Continuando a série de motivos que me fizeram agir
radicalmente, “jogar no ventilador” e revelar todos os motivos pelos quais
estou saindo do PSDB, agora, vou explicar o meu caso com o diretório municipal
do Rio de Janeiro.
“Estrela” da extinta Rede Mobiliza, eu fui muito elogiada,
graças, e agradeço a cada um dos maravilhosos que admirou o meu trabalho. Foi
lindo, foi uma campanha deliciosa, porque eu estava de fora. Não via a
movimentação dentro do partido. Recebia ordens e só! Nós criávamos, nós
inovávamos, mas eu não era política, eu era mobilizadora social num momento de
eleição presidencial.
Eu sou uma pessoa considerada pela maioria como muito
agitada, “acelerada”. Não sou diferente no trabalho! Frequentemente, estou
fazendo duas ou três coisas ao mesmo tempo e consigo até eficiência nelas. Se
não sei, vou procurar saber. Se sei e ninguém mais sabe, ensino ou faço, sou
interessada e gosto MUITO de aprender. De tudo, quase!
Trabalhei na Rede Mobiliza PARA eleger José Serra
presidente! Acreditei e acredito que ele merecia ter sido eleito. É um
belíssimo gestor! Tem um sem número de defeitos que eu até já tive oportunidade
de expor para ele, como a péssima mania de parecer que gosta de perder eleição!
Entre outras coisinhas.
Enfim, trabalhei como trabalhei para eleger Serra porque
acredito na capacidade dele! Gostaria de ser representada por ele. Já fui
representada por ele em São Paulo e isso foi bom, na minha opinião. Estava lá
de alma, a ponto dos colegas dizerem que nunca viram paixão tão grande por
Serra.
Só que eu sou um pouco diferente. Eu me apaixono não pelo
político, porque é bonzinho, ou carismático, ou amo suas idéias. Eu me apaixono
pela causa de eleger aquele que eu acho que tem os melhores atributos para o
Brasil. Serra até me irrita, frequentemente, mas eu gosto dele por tudo que
disse aí.
Eis que o PSDB carioca me descobriu e me convidou para fazer
parte do que eles disseram para mim que seria “uma nova política! Um novo plano
de fazer política, inovador , sólido e com honestidade!” além de ser social
democracia, né!
Assinei aquela ficha branca com orgulho e alegria e fui! De
alma, corpo, cabeça, fazer de tudo que eu via que podia fazer pelo partido em
que eu acreditava! Frequentei todas as reuniões que pude, articulei, planejei,
doei idéias, fui para as ruas militar, dei centenas de telefonemas, mandei
várias mensagens...tudo que eu via que eu podia fazer e era grande e era PSDB,
lá estava eu.
Dei projetos que eu criei, dei palestras gratuitamente sobre
o que eu mais sabia fazer, que era mobilização em Rede Social (Rede Mobiliza,
certo?), dei mão de obra em eventos...tudo acreditando naquele projeto.
No meio do caminho, algumas verdades que eu não queria ver,
começaram a aparecer. Como, por exemplo, o choque de perceber a ganância de
MUITAS pessoas, não só por dinheiro mas por status! Status, não poder! Só ter o
nomezinho ali para dizer que manda em alguma coisa, sabem como é?
Tive a ótima oportunidade, durante uma época, de estar bem
no meio do jogo pelo status e pelo poder, mas de fora, organizando estruturas, vendo
as baixarias acontecendo. Um não era respeitado pelos outros, apesar de eu
achar um cara “bonzinho”, porque diziam que era menos eficiente e que só tinha
poderes ali porque era filho de eleito. O outro fazia aliança com o diabo, tentou
passar a perna na Rede Mobiliza, e tudo que faz pelo partido é recebendo
dinheiro. Do outro lado, tinha um pessoal que eu achava que era mais
competente, mas que depois fui perceber que não. E entre eles, que deveriam ser PARCEIROS, usando o que
tinham de melhor para fortalecer o partido, acontece uma briga de foice por
poder e chegando ao fundo do poço com circulação até de dossiê, fabricação de
delegado, assinatura falsa..parecia briga de bandido de morro pelo controle do
tráfico! E era partidário, brigando entre si! Doeu!
Um dia, antes disso tudo, ouvi de dois membros da juventude
tucana que estavam de saída para uma reunião secreta com um partido da
situação. Eu, embasbacada, perguntei: “Mas o que é isso? Como assim? ELES?”.
Resposta?: “Tudo é dinheiro! Se me pagarem, tá valendo!”.
Às vezes, eu demorava uma meia hora para me recuperar de
choques como esses. AGORA?
Foi aí que surgiu a decisão de sair, porque agora, eu nem me
espanto mais! Eles são assim mesmo!
E se eles são assim mesmo, eu vou citar a frase do cara que
mais me decepcionou na juventude partidária, que me disse uma vez: “Se você
está fazendo política por amor, você está fazendo pelos motivos errados!”.
E é NESSE partido que querem que eu permaneça?
Respondendo à pessoa que me mandou um tweet, dizendo que “Falando
assim, parece até que só você trabalha!”, pelo perfil @psdbrj, que eu sei quem
administra, mas bloqueei assim mesmo: Não, não sou só eu que trabalho! Mas quem MAIS
trabalha hoje, pelos MELHORES motivos no PSDB, é que está mais massacrado,
esquecido, sem moral, sem apoio e sem perspectiva. Você é uma pessoa que
trabalha e eu sei que trabalha bem, mas eu estou generalizando, sim! Porque
para falar de partido político, não posso citar um a um.
E eu, já não venho trabalhando para o PSDB ou pelo PSDB há um bom tempo, porque me manter candidata, já foi tudo que eu podia fazer!
Com sinceridade,
Filhinha de Papai
Não sou mais filiada. Não devo fidelidade a partido!
Agora vai!
Vou começar explicando, depois vou contar o resto.
Minha vida de “Filhinha de papai” que é um dos motivos pelos
quais o blog leva esse nome, nunca foi exatamente de “Filhinha de Papai”, em
alguns sentidos. Não me faltou nada, mas papai era classe média esforçado e
mamãe professora do Estado de São Paulo.
Eu, sou a terceira e última filha, e nasci 10 anos depois do
segundo. Portanto, eu era mais nova do que quase todos que eu conhecia. Vivi um
mundo mais dividido com os “adultos”, por conta disso.
Provavelmente por este motivo, vi muito, pela televisão, na
década de 80, programas jornalísticos. Que tinham até pouco conteúdo nacional
para mostrar e acabavam passando bastante as situações de fome, miséria e
doença ocasionadas pelas guerras civis africanas. De nacional, tinha muita
imagem de seca no Nordeste, chão rachado sem chuva há meses, crianças doentes,
aqueles índices enormes de mortalidade infantil por desnutrição e doenças
endêmicas que já não existiam no resto do país. Doeu, e lá no passsado, eu já
não conseguia lidar como expectadora com questões como essas, vendo gente capaz de ajudar e sem querer
ajudar.
Virei militante, cedinho! Com 6 anos, praticava
assistencialismo , se querem assim chamar, porque reunia de tudo para quem eu
via que não tinha nada. Com 11, em 1990, passei a me juntar a grupos de jovens
militantes mais velhos do que eu, mas que eu via que estavam lutando por
justiça e decência no país.
Aos 19 (no meu ano com 18 não houve eleição), virei cidadã,
passei a usar meu direito (dever, no nosso caso) de voto. 1998 e eu fui
saltitante e honradíssima votar em Fernando Henrique Cardoso. Tinha lamentado
muito não ter feito isso em 94, por impedimento legal, uma vez que eu tinha só
15 anos. Mas discuti e debati muito com meus pais, irmãos e demais próximos que
podiam votar e me falar sobre política.
Escrevi essa parte, da minha história, para mostrar que se
fiz política, se tentei fazer, se lutei por ela, foi porque nasci na época que
mais produziu mudanças. Sou de 79, início da “redemocratização” e se hoje sou
chamada e tão reconhecida como democrata, deve ser porque eu estava nascendo
enquanto ela estava voltando ao Brasil.
Gritei por “Diretas já”, sim, mas ali eu não posso dizer que
sabia EXATAMENTE o que estava gritando! Mas eu achava que se tanta gente da
população estava pedindo aquilo, era porque nossa vida ia mudar para
melhor.Hoje, estudando mais, percebi que o que me movia muito era a tal “legitimidade”.
Ora, se tanta gente pedia, devia ser o bem comum.
Sem saber que o conceito de comum, morreu antes de eu
nascer!
História contada, eu preciso dizer que tudo isso me moveu
nas lutas que abracei, achando que aquelas causas que eu carregava, ou aqueles
políticos que eu promovia, salvariam nosso povo, devolveriam nosso sentimento
de nação. Errei! Errei de causa, errei de político, errei de método. Mas acertei
muito, também! E vi que acertei mais comigo mesma, quando parei para refletir e
achei a MINHA verdade.
Ex-candidata tentando mostrar ao povo que campanha nos
moldes atuais é nocivo para a nação, protestei muito, mas para isso, eu precisava
duma sigla partidária atrás de mim. Não é possível, no Brasil, ser candidato a
um cargo legislativo ou majoritário, sem fazer parte de uma sigla partidária.
E foi por isso que acabei permanecendo filiada ao partido
que me encantava há muito, o PSDB. Mas minha “briga” interna no PSDB data de
antes dos registros das candidaturas. E se eu estava tão errada em minhas “brigas
internas”, por que foi que ME PEDIRAM (é, me pediram! Não fui eu pedir para ser
candidata, não! O partido precisava de mim por conta da idiotice de cotas de
30% para mulheres) para ser candidata? Eles sabiam que eu estava chegando bem perto do meu limite com o que condeno no PSDB: protecionismo interno.
No dia 8 de Outubro, um dia depois das eleições municipais,
aquela que estava candidata e perdeu (feio para uns, porque fiz só 79 votos,
mas bonito para mim, porque 79 votos sem campanha e sem gastar UM real, não é
para qualquer um), apresenta ao TRE do Rio, ao presidente nacional do PSDB e ao
presidente do diretório municipal do PSDB Rio de Janeiro. Seu pedido de
desfiliação.
Parece que eu estou pedindo desfiliação porque estou magoada
com o partido porque eu fiz só 79 votos, não é?
Compreendo perfeitamente quem pensa assim e não condeno! EU
estou dando motivo para este tipo de raciocínio. Mas ontem, 09 de outubro,
junto com a publicação da imagem da carta de desfiliação, eu publiquei meia
dúzia de motivos que estavam me estimulando, para o povo no twitter, onde temos 140 caracteres.
Um deles levantou a fúria de uma militância que, na minha
opinião, erra exatamente por isso: não pára para pensar. Depois do senador
citado em uma das motivações, havia uma segunda pessoa que poderia ter ficado mais ofendido do que
ele mesmo, ainda! Mas esta pessoa, entendeu que eu não atacava o senador, mas
sim, este hábito novo psdebista de ficar apertando mãos e tirando fotos com
integrantes da situação que só nós fazem enganar. Eu deixei claro que estava
decepcionada não porque VI, mas porque me disseram que viram e eu fiquei dolorida. E quem foi sensato e
conseguiu abrir o olho, entendeu. O moço que poderia ter se ofendido demais,
ainda está ajudando no sentido de me fazer enxergar a imprensa que é
informativa, da que é manipuladora. Achei lindo!
Lavagens de roupa suja no twitter à parte, eu estava
enumerando os motivos pelos quais saí do PSDB. Por lá, parei, porque 140
caracteres dão margem à muita confusão por erros de interpretação ou expressão.
Aqui, sou livre, tenho mais letras, mais espaço para ser mais clara e, quem
quiser, tem espaço livre para me atacar por aqui também!
ISSO é Democracia. Uns gostam de determinados métodos de
legislação e gestão, e outros aprovam outros. Como não é possível agradar a todos,
todos se expressam e vale a vontade da maioria. Correto?
Adoro! E vou continuar defendendo o exercício da democracia,
mas não a deturpação dela!
Em mais posts como esse, explico, inclusive, porque não
quero mais nem CONVERSAR, com o PSDB carioca! Mas deixo claro: estou muito
agradecida e orgulhosa por cada um de meus votos! Menos o meu, então, contemos
aí 78 motivos de emoção para mim.
Verdadeiramente eu,
Filhinha de Papai
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Proposta 5: Porque ninguém gosta de vira lata!
Sim, senhores! Está na moda dizer que é "candidato dos animais" e mais na moda ainda, pedir hospital público para animal!
Moda, em voga, completamente atual, o assunto do abandono animal e dos maus tratos finalmente chegou às Redes Sociais e agora todos os dias eu vejo umas 8 fotos de animais diferentes precisando de ajuda.
Antes das Redes Sociais não acontecia?
Claro que acontecia! Eu mesma tive um cão para livrar um amigo dum problema de uma ninhada surpresa antes que ele pudesse castrar a pobre cadelinha. Vamos lá, pegar um labrador, sim, mas adotado!
O cachorro, puro, labrador, filho de mãe "Chocolate" (o recessivo da raça) e pai caramelo (o dominante heterozigoto, menos "seguro" geneticamente que os pretos, que são dominantes). Faleceu aos 5 anos, vítima de câncer.
Hoje eu tenho outro. Um cocker spaniel inglês, que "adotei", porque meu marido e sua ex fizeram a gentileza de comprar um cachorro de raça. Eu não sou contra os cachorros ditos de raça, eu não sou contra NENHUM cachorro! Muito pelo contrário, posso ser considerada uma das "chatas" daqueles protetores, mas eu gosto demais de bicho mesmo! Pronto!
Meu neguinho do coração, Bilbo, tem problemas genéticos. Nada grave, mas tem! Raça pura.
Questão que se fosse eu a colocar um bichinho aqui na minha família, eu teria adotado um vira-lata abandonado. Jamais teria comprado um cachorro controlado geneticamente.
Alguém aí assistiu ao excelente documentário veiculado pelo canal "Animal Planet", do grupo Discovery Channel, intitulado em Português "Os segredos do Pedigree"? É de doer até coração inexistente!
O documentário mostra simplesmente o que estamos fazendo por puro capricho: animais controlados, modificados, forçadamente cruzados entre os de sua própria raça, recebendo esta herança de "raça pura" de gerações e gerações e gerações anteriores. Até que de tanto cruzarem genes sem seleção natural, de raças iguais que tendem a ter as mesmas doenças genéticas, a ganância dos criadores e a loucura dos que se dizem "amantes de animal" mas gastam 5 mil reais num amigo, estão produzindo animais cada dia mais doentes e com doenças cada vez mais graves.
O que seria natural de se esperar de um animal dito irracional? Eles, por instinto de fortalecimento da ESPÉCIE, porque eles não se reconhecem por raça, procuram o parceiro para reprodução que for mais diverso. É natural! Quanto mais diferente dele, o outro animal oferece menos riscos de filhotes doentes e fracos.
Não é lindo? Harmônico? A Natureza agindo como deve e tudo dando certo?
Aí vem o bicho homem, suas maluquices de querer cachorro para mostrar aos outros que é poderoso, ou para dar vazão à própria futilidade, e começa a controlar os bichinhos para ficarem todos iguaizinhos, como se fosse linha de produção industrial, e poder armar estratégias para vendê-los a milhares de reais, enquanto tem uma quantidade chocante de animais tão perfeitos (ou mais, porque são geralmente mais saudáveis geneticamente) quanto os iguaizinhos, abandonados por aí, precisando de cuidados e amizade.
E eis que o cachorro é carérrimo, chiquérrimo, que viajou diretamente da Micronésia, porque a tal "raça" só existe por lá e o cachorro "vale" 15 mil reais. Mas é uma cadela. A pessoa não castrou. Deixou no quintal cercado, mas aquele safado do vira-latinha da vizinha é ágil e passou por baixo do portão! Você JAMAIS imaginou que aquele bicho conseguisse passar por ali, não é? Mas ele está agindo por instinto e VAI entrar! Depois, não consegue sair, justamente porque está satisfeito e menos motivado.
Então, sua cadela de 15 mil reais que é vidrada num vira-latinha, porque ela sabe que é ele que vai garantir a saúde dos filhotes dela, ficou prenhe! E você, agora, está diante de 10 lindos vira-latinhas da sua carérrima cadela. 10 que NINGUÉM QUER (porque, provavelmente, seus amigos são tão elitistas "caninamente" quanto você).
Você, para se livrar do problema, deixa a ninhada inteira na porta da Suípa ou do primeiro abrigo que encontrar. Ou, mais comum ainda, nas calçadas das ruas, mesmo! Mas longe das suas calçadas, claro! Porque você não quer se lembrar que teve esse problema.
Os que não forem mortos logo cedo por inanição, frio, atropelados ou afins, crescerão. E se tornarão o vira lata magrelo que te incomoda porque não sai do seu pé na porta do barzinho maneiro, ou que te incomoda porque você está triste ao ver as costelas dele quase saindo pela pele!
Não gosta de dar de cara com animais EM GERAL (gatos também) sofrendo pelas ruas? Porque você é humano e se entristece por eles ou porque você não gosta que eles te incomodem? Tanto faz! Mas quem alimenta isso é essa indústria. E é aí que eu quero mexer.
A arrecadação de impostos pela prefeitura, oriunda das atividades de criação de animais para venda, é perfeitamente compensável. Praticamente não faz diferença. A arrecadação maior de impostos é de IPTU, porque são áreas grandes. Entretanto, as áreas não vão sumir dali e vamos continuar arrecadando.
Já os serviços prestados e atividade de comércio, pouquíssimo geram para a prefeitura. E o pior: os animais abandonados geram gastos! E quem estimula o abandono é o comércio. Então, vendo que é viável no âmbito municipal, eu gostaria de poder propor a proibição da criação de animais para venda na cidade do Rio de Janeiro (não pode criar e só vender fora da cidade. Não pode criar na cidade com o intuito de vender) e a proibição da COMERCIALIZAÇÃO TODA de animais na cidade do Rio de Janeiro. Exceção para cobaias necessárias aos laboratórios.
Peixes merecem seu habitat natural. Pássaros não devem ser engaiolados em hipótese alguma! Roedores não são bons para crianças alérgicas. Chega de comério de animais! Como diz o slogan da organização "Patinhas Online": "Amigo não se compra: adota!"
Então, não vou propor hospital público, não vou dizer que precisamos fiscalizar assim ou assado quem maltrata os animais (as leis estão aí, já), mas vou, sim, propor proibir toda e qualquer venda!
É crueldade com o animal, é estímulo a desordem social!
Sem medo de polêmica,
Filhinha de Papai
Moda, em voga, completamente atual, o assunto do abandono animal e dos maus tratos finalmente chegou às Redes Sociais e agora todos os dias eu vejo umas 8 fotos de animais diferentes precisando de ajuda.
Antes das Redes Sociais não acontecia?
Claro que acontecia! Eu mesma tive um cão para livrar um amigo dum problema de uma ninhada surpresa antes que ele pudesse castrar a pobre cadelinha. Vamos lá, pegar um labrador, sim, mas adotado!
O cachorro, puro, labrador, filho de mãe "Chocolate" (o recessivo da raça) e pai caramelo (o dominante heterozigoto, menos "seguro" geneticamente que os pretos, que são dominantes). Faleceu aos 5 anos, vítima de câncer.
Hoje eu tenho outro. Um cocker spaniel inglês, que "adotei", porque meu marido e sua ex fizeram a gentileza de comprar um cachorro de raça. Eu não sou contra os cachorros ditos de raça, eu não sou contra NENHUM cachorro! Muito pelo contrário, posso ser considerada uma das "chatas" daqueles protetores, mas eu gosto demais de bicho mesmo! Pronto!
Meu neguinho do coração, Bilbo, tem problemas genéticos. Nada grave, mas tem! Raça pura.
Questão que se fosse eu a colocar um bichinho aqui na minha família, eu teria adotado um vira-lata abandonado. Jamais teria comprado um cachorro controlado geneticamente.
Alguém aí assistiu ao excelente documentário veiculado pelo canal "Animal Planet", do grupo Discovery Channel, intitulado em Português "Os segredos do Pedigree"? É de doer até coração inexistente!
O documentário mostra simplesmente o que estamos fazendo por puro capricho: animais controlados, modificados, forçadamente cruzados entre os de sua própria raça, recebendo esta herança de "raça pura" de gerações e gerações e gerações anteriores. Até que de tanto cruzarem genes sem seleção natural, de raças iguais que tendem a ter as mesmas doenças genéticas, a ganância dos criadores e a loucura dos que se dizem "amantes de animal" mas gastam 5 mil reais num amigo, estão produzindo animais cada dia mais doentes e com doenças cada vez mais graves.
O que seria natural de se esperar de um animal dito irracional? Eles, por instinto de fortalecimento da ESPÉCIE, porque eles não se reconhecem por raça, procuram o parceiro para reprodução que for mais diverso. É natural! Quanto mais diferente dele, o outro animal oferece menos riscos de filhotes doentes e fracos.
Não é lindo? Harmônico? A Natureza agindo como deve e tudo dando certo?
Aí vem o bicho homem, suas maluquices de querer cachorro para mostrar aos outros que é poderoso, ou para dar vazão à própria futilidade, e começa a controlar os bichinhos para ficarem todos iguaizinhos, como se fosse linha de produção industrial, e poder armar estratégias para vendê-los a milhares de reais, enquanto tem uma quantidade chocante de animais tão perfeitos (ou mais, porque são geralmente mais saudáveis geneticamente) quanto os iguaizinhos, abandonados por aí, precisando de cuidados e amizade.
E eis que o cachorro é carérrimo, chiquérrimo, que viajou diretamente da Micronésia, porque a tal "raça" só existe por lá e o cachorro "vale" 15 mil reais. Mas é uma cadela. A pessoa não castrou. Deixou no quintal cercado, mas aquele safado do vira-latinha da vizinha é ágil e passou por baixo do portão! Você JAMAIS imaginou que aquele bicho conseguisse passar por ali, não é? Mas ele está agindo por instinto e VAI entrar! Depois, não consegue sair, justamente porque está satisfeito e menos motivado.
Então, sua cadela de 15 mil reais que é vidrada num vira-latinha, porque ela sabe que é ele que vai garantir a saúde dos filhotes dela, ficou prenhe! E você, agora, está diante de 10 lindos vira-latinhas da sua carérrima cadela. 10 que NINGUÉM QUER (porque, provavelmente, seus amigos são tão elitistas "caninamente" quanto você).
Você, para se livrar do problema, deixa a ninhada inteira na porta da Suípa ou do primeiro abrigo que encontrar. Ou, mais comum ainda, nas calçadas das ruas, mesmo! Mas longe das suas calçadas, claro! Porque você não quer se lembrar que teve esse problema.
Os que não forem mortos logo cedo por inanição, frio, atropelados ou afins, crescerão. E se tornarão o vira lata magrelo que te incomoda porque não sai do seu pé na porta do barzinho maneiro, ou que te incomoda porque você está triste ao ver as costelas dele quase saindo pela pele!
Não gosta de dar de cara com animais EM GERAL (gatos também) sofrendo pelas ruas? Porque você é humano e se entristece por eles ou porque você não gosta que eles te incomodem? Tanto faz! Mas quem alimenta isso é essa indústria. E é aí que eu quero mexer.
A arrecadação de impostos pela prefeitura, oriunda das atividades de criação de animais para venda, é perfeitamente compensável. Praticamente não faz diferença. A arrecadação maior de impostos é de IPTU, porque são áreas grandes. Entretanto, as áreas não vão sumir dali e vamos continuar arrecadando.
Já os serviços prestados e atividade de comércio, pouquíssimo geram para a prefeitura. E o pior: os animais abandonados geram gastos! E quem estimula o abandono é o comércio. Então, vendo que é viável no âmbito municipal, eu gostaria de poder propor a proibição da criação de animais para venda na cidade do Rio de Janeiro (não pode criar e só vender fora da cidade. Não pode criar na cidade com o intuito de vender) e a proibição da COMERCIALIZAÇÃO TODA de animais na cidade do Rio de Janeiro. Exceção para cobaias necessárias aos laboratórios.
Peixes merecem seu habitat natural. Pássaros não devem ser engaiolados em hipótese alguma! Roedores não são bons para crianças alérgicas. Chega de comério de animais! Como diz o slogan da organização "Patinhas Online": "Amigo não se compra: adota!"
Então, não vou propor hospital público, não vou dizer que precisamos fiscalizar assim ou assado quem maltrata os animais (as leis estão aí, já), mas vou, sim, propor proibir toda e qualquer venda!
É crueldade com o animal, é estímulo a desordem social!
Sem medo de polêmica,
Filhinha de Papai
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